Tortura contra a Mulher

mulher3b

Amanda Santos Soares
Deisy de Andrade Sousa
Helma Janielle Souza de Oliveira
Igor Santos Cavalcanti
Lúcio da Nóbrega Mascena

  1. Raiz Ideológica da tortura contra a mulher
  2. A aceitação da violência e tortura com base em alguns mitos
  3. Violência e tortura contra a mulher: conceitos
  4. Caracterização da tortura contra a mulher
  5. Motivos da violência e tortura contra a mulher
  6. Formas de combate
  7. Casos práticos de tortura contra a mulher 
  8. Conclusões 

Bibliografia  

  1. Raiz ideológica da violência e tortura contra a  mulher

No curso da história temos observado os diferentes postos ocupados por homens e mulheres demonstrando, principalmente, as grandes diferenças entre os dois gêneros. Estabeleceu-se, assim,  no decorrer do tempo relações de poder nas quais a mulher sempre tem ocupado uma posição de inferioridade em relação ao homem.

Discussões relativas às relações de gênero facilmente desembarcam na questão da violência contra a mulher. Na pré-história, quando colocamos em questão a relação de poder e, conseqüentemente, a violência, é possível lembrarmos da figura do homem das cavernas puxando sua mulher pelos cabelos, revelando assim o domínio através da força.

Para compreender melhor essa problemática torna-se essencial apontar um fator, que, apesar de não ser o único condicionante, tem influenciado para a criação dessa ideologia:  o fator cultural. Tratam-se de julgamentos de valor, julgamentos estes que revelam uma superioridade masculina e, ainda por cima, outorgam ao macho a autoridade para dominar.

Na verdade, o fator cultural diz respeito às produções mitológicas de uma cultura, isto é, aos mitos que uma sociedade cria para explicar uma ou outra realidade, sobre a qual se conta uma pequena história (o mito), geralmente satisfatória e não questionada pelas pessoas, que se vão servindo dela, sem que se detenham diante das realidades com verdadeiro sentido crítico.

Nesta problemática, o mito aparece como conto ou expressão popular utilizado ingenuamente (ou talvez não) para legitimar a violência contra as mulheres, remetendo-a para uma tradição cultural de desigualdade entre sexos, onde se tornam legítimos estes e outros crimes.

No Brasil, a situação não é diferente. Tantos séculos de poder masculino inquestionável foram mais do que suficientes para firmar a ideologia do patriarcalismo e do machismo. O  machismo, herança de muito tempo,  trouxe consigo o peso do machismo português que, por sua vez, sofreu a influência árabe. Esse machismo se fortaleceu no Brasil, desde os tempos da Colônia, para onde vinham homens que deixavam na Europa suas mulheres, noivas e esposas e se juntavam às índias e negras desprezadas, escravizadas. Neste período, o homem dominador, caracterizado como o senhor de engenho,  detinha poder de vida e de morte sobre a família.

Entre as outras discriminações, o machismo “classifica” os seres humanos a partir da produção em uma relação de produtor – consumidor. Em linhas gerais temos que o homem é tido como o produtor, o explorador por direito (porque produz), é forte, valente, ousado, corajoso, desconfia da ternura, da afetividade, ele manda, ele sabe.  Enquanto isso a mulher é tão somente a consumidora, reprodutora, é explorada, fraca (porque  não possui bens de produção), tímida, covarde, incapaz, deve ser terna, afetuosa para com o homem, ela nunca sabe e sempre obedece. Em suma, o homem é superior porque produz, e a mulher inferior porque consome.

Observa-se, então,  o sexismo _  uma postura que tende a excluir do cenário político-social uma das personalidades, pela dominação ou pela anulação. Pelo esquema acima, o machismo vai se perpetuando. Através da educação e dos costumes estabelecidos na sociedade, as mulheres são incentivadas desde meninas a serem inseguras, sensíveis e a cuidar dos outros, internalizando a “sua condição” de seres inferiores, menos capazes que os meninos, feitas para viver em função do homem e para servi-lo, em vez de caminhar com ele lado a lado.

 Já os homens, desde pequenos, são incentivados a enfrentar o mundo da rua, a terem dificuldade para assumir medos e fragilidades e a exercer o poder sobre os outros. Desde cedo, ambos, meninas e meninos entram no processo de assimilação e adaptação dos preconceitos, sem se perguntar por que é assim e não de outro jeito.

No Brasil dos anos dourados, as páginas das revistas e jornais que tratavam de “assuntos femininos” vêm somente comprovar as idéias sedimentadas sobre a diferença sexual predominante nessa sociedade. Jornal das Moças, Querida, Vida Doméstica, Você eram algumas dessas revistas e jornais. O Jornal das Moças apresentou os seguintes trechos em uma de suas edições nos anos 50:  “No que concerne à mulher é certo que […] nestas últimas décadas seu raio de ação e atividade foi ampliado […]  mas não é menos verdade que o trabalho de dona de casa continua o mesmo […] como em todos os tempos, nossa regra primordial consiste em nos dedicarmos ao bem-estar da família, enquanto nossos maridos empenham-se em mantê-la.” (Jornal das Moças, 02 abr. 1959).  “O marido perfeito está ao nosso alcance, se cuidarmos de seu bom humor e não considerarmos nunca como uma obrigação – ou como coisa natural – sua eventual colaboração nos trabalhos domésticos. O trabalho caseiro é nosso, o marido tem o seu.” (Jornal das Moças, 02 abr. 1959).

A partir desses trechos podemos ver que o casamento – modelo designava funções distintas para homem e mulher. Tarefas de casa como cozinhar,  lavar,  passar e cuidar dos filhos eram consideradas exclusivamente femininas. O homens deveriam trabalhar fora para sustentar o lar, e, em casa, deveriam fazer apenas alguns reparos domésticos.

Em outras palavras, o ideal feminino nos anos 50 (e incrivelmente ainda hoje) era ser mãe, esposa e dona de casa.

Além de todos esses fatores que contribuíram para a formação de uma mentalidade preconceituosa  não se pode deixar de relatar aqui, a influência de todas as religiões, cujos trabalhos – o Velho Testamento, o Novo Testamento, o Talmude, o Corão, o Livro dos Mórmons – colocam o homem acima da mulher e outorga ao macho a autoridade para dominar.

Tudo isso veio a somar para que surgisse  e se desenvolvesse, no decorrer da história, uma injusta diferenciação com base no gênero que acabou por “legitimar” o direito do homem de bater, violentar e torturar a mulher.

Além da formação dessa ideologia existe ainda todo um histórico na humanidade relacionado à prática de tratamentos cruéis, desumanos e degradantes. Os períodos históricos do Brasil em que houve a escravidão e a  ditadura militar são fatores fortíssimos neste sentido, pois nestas duas épocas, grandes eram as barbaridades perpetradas contra seres humanos, e isso veio a somar para o desenvolvimento da mentalidade de dominação e do direito de submeter alguém à tortura.

  1. A aceitação da violência e tortura com base em alguns mitos

Antes de analisarmos as causas da prática da violência contra a mulher, iremos, antes, enfocar alguns mitos que de forma geral dificultam uma conscientização para o combate de tais atos.

Pelo fato de se tratar de um “fenômeno invisível” (Mulheres espancadas, fenômeno invisível., Langley ,Roger  e Levy, Richard C.), o problema das mulheres vítimas de violência conjugal (casadas ou não) é pensado, de forma geral, como algo pouco relevante. A verdade é que ela está presente em todas as sociedades e é sofrida por muitas mulheres, constituindo um problema social grave, com efeitos negativos na vida de muitas pessoas. Trata-se, primordialmente de um problema de direitos humanos.

Outro mito bastante difundido na sociedade é o que diz: “Entre marido e mulher não se mete colher”. Na verdade toda a sociedade deve estar empenhada em lutar conjuntamente buscando o combate à violência e tortura contra a mulher. Não se deve remeter esse problema ao foro privado do casal, considerando como sendo uma questão que diz respeito apenas ao agressor e à mulher vítima, antes devem considerar como uma questão pública que não pode ser tolerada.

“Só mulheres de meios sociais mais desfavorecidos têm esse problema”. Esse é mais um pensamento errado.  A violência conjugal está presente em todos os meios sociais, manifestando-se de várias maneiras. A diferenciação existente é que, na maioria dos casos, a violência física ocorre com mais freqüência nos meios sociais mais desfavorecidos enquanto a  violência psicológica, nos meios sociais mais favorecidos. Outra idéia bastante difundida, e em particular no Brasil, é a de que “uma bofetada não magoa ninguém” ou, de uma forma mais popular, “pancada de amor não dói”. A violência perpetrada pelo companheiro não é pontual, isolada, única. Trata-se de uma vitimação continuada no tempo, revelando a existência de um sistema que consiste em muitas agressões, físicas e psicológicas, sobre a mulher vítima. Consiste na prática de vários crimes pelo agressor contra a mulher vítima, repetidamente. Algo lastimável é o que a mídia prega através de algumas músicas,  grupos e artistas. O conteúdo artístico revelado em muitos trabalhos  só incentiva ainda mais a violência e a discriminação sexual.

Mais um pensamento dominante é o seguinte: “o marido tem o direito ao corpo da mulher”. Ela tem o dever de receber o marido sempre que ele quiser.  Ninguém tem o direito sobre o corpo de outrem. O marido tem apenas direito ao seu próprio corpo, como todas as outras pessoas. Ser do sexo masculino e ter uma esposa não lhe confere direito algum sobre a vontade desta. A mulher não tem o dever de se relacionar sexualmente com o seu marido sempre que ele o desejar, mas sim quando também ela o desejar.  Todas as pessoas são livres. Todas as pessoas, homens ou mulheres, têm direito à sua vontade própria e a tomar decisões sobre si mesmas.

Por último existe a idéia que “existem mulheres que provocam os maridos, sendo essa a razão do descontrole do companheiro”. A violência conjugal não pode ser atribuída a um descontrolo por parte do homem, desculpabilizando-o dos seus atos criminosos por causa de um suposto comportamento provocatório da mulher vítima. A violência conjugal não deve ser tolerada, pois consiste em ações criminosas.

  1. Violência contra a mulher e tortura: conceitos

Neste ponto faremos uma explanação sobre os conceitos de violência contra a mulher e tortura dentro das Convenções Internacionais e na lei brasileira. Com relação à violência, trataremos da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher. Sobre o  conceito de tortura, faremos uma análise  a partir da Convenção contra a Tortura  e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas  e Degradantes e da Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura.

Segundo a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar  a Violência contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará), entende-se por violência contra a mulher

“qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito púbico como no âmbito privado.”(art 1º )

Encontramos ainda, de forma mais especificada, no art. 2º , que a violência contra a mulher

“inclui a  violência  física, sexual e psicológica”., ocorrendo em três situações diferentes.  A primeira delas é quando ocorre

“dentro da família, ou unidade doméstica, ou em qualquer outra relação interpessoal, em que o agressor conviva ou haja convivido no mesmo domicílio que a  mulher e que compreende, entre outros, estupro, violação, maus – tratos e abuso sexual.”

A segunda situação ocorre quando a violência se dá

“na comunidade e seja perpetrada por qualquer pessoa e que compreende, entre outros, violação, abuso sexual, tortura, maus – tratos de pessoas,  tráfico de  mulheres, prostituição forçada, seqüestro e assédio sexual no lugar de trabalho, bem como em instituições educacionais, estabelecimentos de saúde ou qualquer outro lugar.”

Já a última ocasião é quando a violência

“é perpetrada ou tolerada pelo Estado ou seus agentes, onde quer que ocorra.”

 Acerca do exposto, podemos dividir em três âmbitos a violência contra a mulher: no âmbito doméstico, na comunidade (por qualquer pessoa) e a perpetrada pelo Estado através dos seus agentes. Vale ressaltar a importância dessa Convenção, pois a mesma possui força vinculante, tem força de lei, isto é os Estados Partes são obrigados (de acordo com os artigos 7º e 8º ) a implementá-la em seus países, os quais podem ser cobrados no sentido de proteger as vítimas, prevenir a violência e punir os agressores.

Em se tratando de tortura, existem, conforme dito antes,  duas convenções, a Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura (da OEA) e a Convenção contra  a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas e Degradantes (da ONU).

De acordo com a Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura, temos que, o conceito de tortura é, consoante o artigo 2º :

“todo ato pelo qual são infligidos intencionalmente a uma pessoa penas ou sofrimentos físicos ou mentais, com fins de investigação criminal, como meio de intimidação, como castigo pessoal, como medida preventiva, como pena ou com qualquer outro fim. Entender-se-á também como tortura a aplicação, sobre uma pessoa, de métodos tendentes a anular a personalidade da vítima, ou a diminuir sua capacidade física ou mental, embora não causem dor física ou angústia psíquica.”

Para a Convenção contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes (convenção da ONU), o conceito de tortura é o seguinte:

“qualquer ato pelo qual dores ou sofrimentos agudos físicos ou mentais, são infligidos intencionalmente a uma pessoa a fim de obter, dela ou de terceira pessoa, informações ou confissões; de castigá-la por ato que ela ou terceira pessoa tenha cometido  ou seja suspeita de ter cometido; de intimidar ou coagir esta pessoa ou outras pessoas; ou por qualquer motivo baseado em discriminação de qualquer natureza; quando tais dores ou sofrimentos são infligidos por um funcionário público ou outra pessoa no exercício de funções públicas, ou por sua instigação, ou com o seu consentimento ou aquiescência.”

Observa-se, a partir desses conceitos, que, em relação às três situações em que ocorre a violência contra a mulher (domicílio – comunidade – por agentes do Estado),  apenas este último tipo de violência contra a mulher (aquela perpetrada pelos agentes do Estado), pode se enquadrar como tortura, excluindo o que ocorre com a mulher que é violentada de forma desumana, cruel e degradante pelo seu companheiro dentro do ambiente familiar ou não.  A grande questão é essa, existe legislação para tortura, existe força vinculante (no caso da Convenção Interamericana), mas ambas as Convenções caracterizam tortura somente quando é praticada por  empregados ou funcionários  públicos, quando também deveria mencionar a tortura praticada por indivíduos privados.

O trabalho “Tortura no Brasil: a banalidade do mal” (de Luciano Mariz Maia), relata o seguinte:  “o Governo Federal da Alemanha propôs, em uma discussão acerca do conceito de agente público, que a expressão se referisse não apenas para aqueles investidos de autoridade pública por um órgão do estado, mas também abrangesse pessoas que, em certas regiões, ou sob condições particulares, efetivamente detivessem e exercessem autoridade sobre outras pessoas, e cuja autoridade fosse comparável à autoridade governamental, ou que, ainda que temporariamente, substituísse a autoridade governamental, ou cuja autoridade derivasse daquelas autoridades estatais.”  É exatamente esse o diferencial, a autoridade exercida pelo agente em relação à vítima. Já vimos antes a relação de poder, o sexismo, enfim a posição da mulher de inferioridade em relação ao homem. Dessa forma, constatamos a real situação de autoridade do homem e submissão da mulher e, conseqüentemente a caracterização da violência contra a mulher como tortura, nos casos em que é perpetrada pelo seu companheiro, marido, namorado em qualquer relação interpessoal em que o agressor tenha convivido ou conviva no mesmo domicílio que a vítima, que se observe intensa aplicação de maus-tratos, físicos ou mentais de forma continuada.

Ainda sobre o conceito de tortura, é necessário observar que, no Brasil, desde 1997 existe uma lei que define o crime de tortura, é a Lei 9455/97. Essa lei, diferentemente, das Convenções supracitadas definiu de forma mais completa a tortura e trouxe, com isso a punição da tortura doméstica.

Segundo a Lei 9455/97 , em seu art. 1º constitui crime de tortura:

I-                    constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico e mental:

  1. a)com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;
  2. b)para provocar ação ou omissão de natureza criminosa;
  3. c)em razão de discriminação racial ou religiosa;

II-                  submeter alguém , sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.

  • 1ºNa mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal.
  • 2ºAquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.

Através dessa lei, a primeira que veio a definir o crime de tortura, o Brasil diferenciou-se da ideologia seguida pela ONU e pela OEA de considerar tortura apenas quando há relação com agentes do Estado.

  1. Caracterização da tortura contra a mulher

A violência contra a mulher pode ocorrer sob três formas_ a violência física, a sexual e a emocional ou psicológica. A seguir veremos cada uma delas, buscando primordialmente enfocar as  situações em que os sofrimentos são agudos, ocorridos com intencionalidade, com o objetivo único de castigar a vítima, enfim, tratamentos que são caracteristicamente chamados de tortura.

4.1 A tortura sexual

A relação de poder, da qual tratamos na primeira parte deste trabalho se faz presente em todas as relações sociais e interpessoais entre homem e mulher, e, dessa forma, também se manifesta na  relação sexual.

Os papéis exercidos por ambos os gêneros, os padrões de comportamento e de conduta, os simbolismos determinados em sociedade, todos esses valores normatizam as relações entre o masculino e o feminino, indicando, assim, através de uma idéia dominante,  as formas tidas como adequadas às condutas masculinas e femininas. Esses simbolismos orientadores, em geral, acabam sendo legalizados através de leis e normas jurídicas, presentes nos preceitos constitucionais e nos Códigos Civil e Penal. Exemplo dessa “legalização” dos papéis sexuais está no direito do marido anular o casamento se souber que a sua esposa não era virgem anteriormente, sem que o mesmo direito seja estabelecido para as esposas.

Antes de qualquer coisa, a mulher, sob o aspecto sexual, é considerada o objeto de prazer do homem. Ela deve se preparar desde cedo para agradar o homem, servindo-o da melhor maneira possível, estando sempre à sua disposição, e, sabendo que sua função é proporcionar prazer a ele, e não desfrutar conjuntamente. Dentro desse contexto e paralelamente a isso, existe a relação de domínio, na qual o homem possui um sentimento de posse em relação à mulher. Ela, por sua vez, passa a uma posição de objeto de violência / tortura.

Com relação a isso, não podemos deixar de relatar a influência do sadismo, masoquismo e sadomasoquismo para criação de um imaginário que aponta para a violênica em relações sexuais. Sadismo, do francês, sadisme, derivado de sade, significa um conjunto de perversões nas quais a satisfação sexual depende do sofrimento ou da humilhação infligida a um outro. Já o masoquismo, do francês mosochisme, significa o mesmo: perversão sexual na qual o prazer só é alcançado através do sofrimento efetivo e/ou humilhação imposta a outra pessoa. Esses tipos de relações sexuais partem, teoricamente, do pressuposto de que ambos os parceiros concordem acerca do uso da violência, mas, como dito antes, tudo isso colabora para a produção da violência sexual. Além do mais, o que está por trás dessas práticas é, na verdade, a condição da mulher de  escrava sexual , fazendo com que ela, muitas vezes , se submeta a tal papel com o único objetivo de agradar ao outro.

Em geral, a violência/tortura  sexual é envolta por relações “amorosas” possuindo características distintas dos demais tipos de violência.  Neste caso, os laços afetivos e/ou de dependência  econômica contribuem para que a vítima não denuncie a agressão que, muitas vezes, se repete por longos anos e, não raramente, desaparece, encoberta pelas próprias vítimas que, por medo, vergonha ou paixão, não denunciam ou não levam ao fim a denúncia contra o homem agressor. A mulher, vítima de espancamento,  admite para si mesma que viveu e/ou vive essa experiência, como se fizesse parte de sua história.

Dentro de quatro paredes, a relação de domínio e violência, se manifesta das mais diversas formas. A princípio, o que mais ocorre é o estupro. Entenda-se aqui, o estupro dentro do casamento ou em qualquer relação em que o agressor conviva com a vítima ou tenha convivido.  Mas não é “só isso”. No decorrer da relação o agressor, pelo simples sentimento de castigar, humilhar, provocar dores, ele usa diversos artifícios. Em uma edição da revista Veja de 1998, em uma reportagem sobre violência contra a mulher, uma vítima declarou que teve suas partes genitais rasgadas com as unhas pelo seu marido. Já uma outra vítima teve uma garrafa de álcool introduzida em seu ânus e, em seguida,  o marido estourou a garrafa com o líquido inflamável.

 O fator mais agravante nesses dois casos é que as vítimas conviviam com seus companheiros há muito tempo e vinham sofrendo agressões constantemente. Isso revela um comportamento generalizado: só depois da situação limite é que as vítimas chegam a denunciar, e isso quando não ocorre o pior, a morte.

4.2  A tortura física

A cada 4 (quatro) minutos uma mulher é espancada no Brasil. Estatísticas como essa revelam uma situação generalizada e não só no Brasil, mas também no mundo.

Em um relatório divulgado pela Anistia Internacional, “Corpos Quebrados, Mentes Destroçadas”, foi divulgado que a tortura das mulheres ocorre de forma generalizada e que, na maioria dos casos, as vítimas conhecem os agressores, sendo eles parceiros íntimos. A percepção comum que se tem é que a tortura ocorre somente  nas delegacias de polícia.

Mas isso não é verdade, trata-se de um fenômeno global. Em todos os países mulheres são espancadas e violentadas por maridos ou namorados.

De acordo com estatísticas do Banco Mundial, pelo menos 20% das mulheres já foram vítimas de violência física.. Um informe oficial norte-americano fez uma estimativa de que a cada 15 segundos uma mulher é espancada, e 700 mil são violentadas por ano.

Na Índia, mais de 40% das mulheres casadas afirmam ter sofrido algum tipo de agressão sexual. No Egito, 30% confessam ter sido espancadas por seus maridos.

Também há denúncias de “crimes contra a honra”, que podem ir da tortura ao homicídio em países como Iraque, Jordânia, Paquistão e Turquia.

A violência física contra a mulher, diferentemente da sofrida pelo homem, é mais visível nas estatísticas de maus –tratos  do que nas de mortalidade. Isto significa que não se trata de uma violência que visa o homicídio, mas sim o sofrimento acentuado, caracterizando mais uma vez, a tortura, de acordo com os conceitos vistos anteriormente: dores ou sofrimentos infligidos a alguém com o objetivo de castigar, com base em discriminação. A mulher sofre violência insidiosa que, apesar de não levar à morte, deixa marcas profundas em si e na sociedade.

A violência/tortura física praticada na conjugalidade (entre pessoas que vivem em situação conjugal, casadas ou não) se dá em um sistema circular, ou seja: começa, processa-se e termina, iniciando-se novamente, na fase em que, primeiro, começou.

Esse ciclo reflete as dinâmicas da relação do casal, relação essa que ocorre em fases. Em primeiro lugar, inicia-se com a fase de aumento da tensão. Nesta fase inicial, as tensões cotidianas acumuladas pelo agressor contribuem para criar uma situação de perigo eminente para a vítima, que, geralmente é culpada pelas tensões. Neste ponto qualquer coisa é pretexto para que o agressor lance suas tensões sobre a mulher vítima. Esses pretextos podem ser uma roupa mal passada, a comida mal cozida, enfim, problemas do cotidiano de um lar. Em seguida vem a fase do ataque violento , na qual o agressor  maltrata, física e psicologicamente, a mulher vítima, que procura defender-se apenas pela passividade, esperando que ele pare e não avance com mais violência. Este ataque pode ser de grande intensidade, ficando, por vezes, a mulher vítima em estado bastante grave, necessitando de tratamento médico, ao qual ele nem sempre lhe dá acesso imediato. Por fim, chega a fase do apaziguamento,  em que o agressor, depois de ter direcionado toda a violência e tortura sobre a mulher, manifesta arrependimento e promete não voltar a ser violento. Afirma como motivo do ato o dia corrido, problemas no trabalho, enfim, fazendo a mulher  acreditar que foi essa a última vez que ele se descontrolou. Como se vê, o homem agressor envolve muito a mulher vítima, e, nesta fase usa bons tratos e a seduz.

Neste contexto, a mulher vive uma constante de medo, esperança e paixão. Medo, porque ela sabe do risco que corre; esperança , porque sonha em ser bem – sucedida em seu projeto de vida com aquela pessoa; e  paixão, ou amor, que continua a sentir pela pessoa.  Ela vive numa dependência emocional, e, quando não, essa dependência é financeira. Dessa forma, a mulher vai suportando essa situação até um momento em que é atingido um limite quando, por exemplo, os filhos são vítimas de espancamento e estupros.

Os métodos usados para violentar e torturar a mulher nos lembram os métodos utilizados no período da ditadura militar. O mais comum são os socos, tapas e pontapés. Alguns métodos de tortura são as pancadas e golpes fortes, por exemplo, na cabeça e até mesmo na barriga, quando ela está grávida (ele não respeita nem o período de gravidez), queimaduras provocadas por substâncias inflamáveis ou  por cigarro, golpes com faca e outros instrumentos cortantes.

4.3  A tortura psicológica

A mulher, como todo ser humano, tem direito de ter sua integridade psíquica e moral respeitada. Infelizmente a violência e a tortura psicológica contra a mulher passa a fazer parte da própria cultura em decorrência da  relação de poder estabelecida na sociedade, que coloca a mulher em posição inferior em relação ao homem. Todo o conjunto de práticas sociais e culturais baseadas em conceitos de inferioridade e subordinação da mulher determina a violência psicológica sofrida pela mesma.

Este tipo de violência e tortura está presente tanto quando ocorrem agressões físicas, como as  sexuais. Isso, porque,  no momento em que ocorrem essas agressões,  a mulher se encontra em um ambiente de medo, de pressões psicológicas, enfim, ela está em situações de risco, sem defesa e dentro do próprio lar, o lugar que deveria ser, em tese, o mais seguro.

No contexto domiciliar ou na relação interpessoal com o agressor, este vai destruindo a auto – estima da mulher, aniquilando ou desprezando suas emoções, desvalorizando seus planos e sonhos e ridicularizando-a em casa ou na rua. Essa violência evidencia ações que objetivam ofender, controlar e bloquear a autonomia da mulher, seu comportamento, suas crenças e decisões.

O “companheiro” age através de agressões verbais, humilhação, intimidação, desvalorização, ridicularização, indiferença, ameaça, isolamento, controle econômico ou qualquer outra conduta que interfira nesse direito básico de autodeterminação e desenvolvimento pessoal.

Devido à violência e tortura, vários problemas de saúde surgem na mulher, como, por exemplo, problemas de saúde mental (ansiedade, depressão), disfunções sexuais, comportamentos compulsivos, enfim, problemas múltiplos de personalidade.

Não há no Código Penal Brasileiro nenhum artigo específico criminalizando a violência psicológica. Mas, o crime de lesão corporal (art. 129) inclui também a ofensa à saúde de alguém, portanto à saúde mental. Inclusive, existem decisões judiciais reconhecendo que tanto é lesão a desordem das funções fisiológicas como a das funções psíquicas. Assim, algumas vezes, é possível enquadrar a violência psicológica no crime de lesão corporal, na parte que trata da lesão à saúde.

A violência psicológica poderá, ainda, se constituir no crime de ameaça. Através da ameaça se intimida, causa-se medo a alguém

Por fim, a integridade psíquica e moral poderá ser atingida por condutas que configurem os crime contra a honra: a injúria, a difamação e a calúnia.

Ao tratarmos da tortura psicológica, sempre existe uma idéia de que é algo menos importante e menos agravante que a tortura física ou sexual. No entanto,  violência psicológica não pode ser ignorada haja vista os grandes males que advêm dela. Pelo exposto e, relacionando com os conceitos de tortura apresentados antes, podemos facilmente identificar essa prática, de fato, como tortura, pois é um conjunto de tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, no qual a vítima está completamente sem defesa e na condição de submissa à autoridade do agressor (marido, namorado, companheiro).

  1. Motivos da violência e tortura contra a mulher

Vários são os motivos que convergem para a agressão e tortura da mulher, sendo que deve-se ter em mente que nenhum deles é justificável.

Identificar o tipo de homem que agride a esposa ou a companheira tem sido objeto de estudo de vários sociólogos e psicólogos.

Muitos estudos têm mostrado os pobres como protagonizantes na maioria dos casos. Essa linha de pensamento procura estabelecer uma relação inversa entre a renda e a violência na família, isto é, nas famílias de baixa renda a quantidade de casos é maior, enquanto que nas famílias de alta renda o número de casos é menor. Apesar desses estudos apontarem a  classe baixa sob este aspecto, muitos cientistas sociais vislumbram a classe média como foco de maior incidência de espancamentos contra a mulher, sugerindo que   muitos casos noticiados pertencem às famílias de renda baixa, enquanto a classe média, possuindo mais privacidade em seu estilo de vida, não “divulga” a instabilidade em que se envolve a família. As mulheres de classes média e alta não denunciam para preservarem seu status e por terem receio com ralação a escândalos.

O que é certo afirmar, através da experiência histórica, é que a violência e tortura contra a mulher não conhece barreiras geográficas, sociais, econômicas, étnicas ou raciais. Fazem parte desse conflito pessoas de todas as idades, faixas de renda, raças, religiões, situações empregatícias, sendo um tanto quanto difícil definir o perfil caracterizador dos agressores.

Já os motivos da agressão, isso é bem mais claro. O espírito violento de alguns homens contra as mulheres possui como causa diversos fatores, entre os quais estão o ciúme, o uso do álcool e drogas, a recusa da mulher em manter relações sexuais, frustrações, violência como recurso para resolver problemas e mudanças que ocorrem na vida conjugal (casados ou não) .

O ciúme doentio figura como um dos motivos mais freqüentes para a prática da tortura da mulher. Homens com uma auto – imagem vulnerável, acometidos por profundos sentimentos de inaptidão, por se sentirem longe do ideal de masculinidade estabelecido pela sociedade, têm recorrido à utilização da violência como forma de provar sua masculinidade, demonstrando um ciúme extremado. A insinuação de adultério ou traição agrava-se na mente do homem, principalmente, se a mulher trabalha fora de casa, estuda, visita regularmente o dentista ou o médico. Qualquer ação que leve ela a sair de casa é motivo para insinuar a existência de um outro relacionamento afetivo fora do lar, com outro homem.

Com relação ao consumo de bebidas alcoólicas, na  maioria dos casos de violência e tortura que chegam ao conhecimento das autoridades, há o consumo do álcool. A verdade a respeito disso é que os agressores não agiram porque estavam embriagados, mas antes beberam com o objetivo de violentar.

A recusa da mulher de manter relações sexuais com seu parceiro é mais um fator motivador do ato de violentar e torturar a mulher. A esse respeito, um ponto importante é a visão que existe na sociedade de que a mulher deve servir ao homem, ela deve ser uma pessoa despojada de vontade própria, sem direito de decisão sobre seu corpo, sobre seu prazer, constituindo um objeto de seu companheiro, conforme dito anteriormente.

As condições de frustração, como os limites impostos socialmente, o problema do desemprego, além de outras tensões econômicas, aliado à ideologia masculina vigorante na sociedade, pode levar o homem à atos de brutalidade.

Também as mudanças que surgem na relação conjugal (casados ou não), como gravidez, , obesidade, mudanças na personalidade da mulher, um emprego conseguido, ou quando a mulher passa a estudar, enfim, tudo aquilo que represente, aos olhos do homem, uma mudança no seu estilo de vida, ou que coloque o homem no risco de perder seu posto de mais capacitado, pode acionar nele reações violentar que o levem a violentar e torturar a companheira.

A violência do companheiro pode, em muitos casos, ser um reflexo da construção da violência em seu comportamento, através do tempo, ou seja, quando a criança aprendeu que a punição física instaurada pelos seus pais é um meio para se conseguir uma reforma social ou de comportamento. Aprenderam que a violência em certos casos é justificada para resolver problemas.

Inúmeros estudos mostram que as crianças testemunhas de violência doméstica, tendem a imitar este tipo de comportamento, reproduzindo essas cenas mais tarde, quando constituírem suas famílias. Elas passam a possuir todo um conjunto ideológico aprendido com os pais.

São estes os mais importantes motivos da violência e tortura aplicada à mulher por seu companheiro, namorado ou marido. São fatores que explicam, mas não justificam pois a mulher, como todo ser humano possui direitos inerentes que apontam para um vida digna e livre de maus – tratos.

  1. Formas de combate

A forma de combater a violência contra a mulher é através da denúncia em delegacias especializadas da mulher. Além disso, é claro,  deve existir todo um aparato para acolher a mulher vítima,  a fim de tratá-la tanto fisicamente como psicologicamente, e buscando, de forma precípua, protegê-la de possíveis revides por parte do agressor.

Libertar a mulher espancada e agredida sexual e psicologicamente é algo de suma importância para também lançar por terra a prática da tortura. Comumente as mulheres tem se mostrado em inércia quando são agredidas . Em média, apenas um sexto da violência contra a mulher é denunciada. Existem muitas barreiras para a efetiva atuação de programas de combate e uma delas diz respeito às próprias mulheres que buscam ajuda.

As formas de efetivar esse combate se dá através de legislações tanto internas como a nível internacional. Um ponto bastante relevante e inovador da Covenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a mulher (Convenção de Belém de Pará), é o mecanismo das petições individuais, que proporciona um sistema mais completo de proteção nos casos de violência, possuindo, no entanto, o incoveniente de não caracterizar a tortura da mulher. Além disso, esse sistema de petições individuais só poderá ser aplicado quando se esgotarem todos os recursos internos do Pais.

A Incorporação dos direitos humanos nas legislações dos países também constitui um grande avanço para a proteção da mulher e combate da violência e tortura.

Com relação ao Brasil, as formas de combate incluem uma legislação que define claramente o crime de tortura e além disso estipula penas para o agressor. O sistema de combate à tortura constitui-se de Delegacias da Mulher e Delegacias Distritais; Órgãos Governamentais _ Ministério Público, Defensoria Pública e Juizados; Órgãos não-governamentais de defesa dos direitos da mulher. Além desses órgãos, toda uma ação conjunta da mídia e  instituições de educação deve ocorrer objetivando a luta contra a violência e tortura.

A mulher também deve fazer sua parte, denunciando e não retirando sua queixa, levando-se em consideração as dificuldades para se punir efetivamente os agressores. Por um lado, a decisão de buscar, num momento de crise, a ajuda de um centro de apoio à mulher ou mesmo de fazer a denúncia, significa um certo grau de percepção e compreensão dos problemas que as afligem. Por outro lado, elas não sabem muito bem porque procuram ajuda e o que podem esperar dessa ajuda. Na verdade, as mulheres chegam até esses centros buscando algum tipo de apoio, esclarecimentos e solidariedade, justamente quando seu problema atinge os limites do suportável, mas não se mostram dispostas a questionarem as razões dessa situação.

Os órgãos que trabalham com o apoio de mulheres vítimas, na pessoa de seus profissionais devem ser bem treinados no sentido de acolher a vítima com atenção e dar-lhe um atendimento conveniente.

  1. Casos concretos de tortura contra a mulher

Os casos concretos foram fundamentados em visitas a alguns órgãos estaduais, a uma ONG e ao Hospital Maternidade Frei Damião, todos localizados em João Pessoa. O trabalho constou de entrevistas com profissionais atuantes na área e algumas vítimas que, por questões de ética e segurança, não tiveram seus nomes identificados neste trabalho.  Os órgãos estaduais visitados foram a Delegacia da Mulher, localizada na Central de Polícia e a Secretaria de Cidadania e Justiça, localizada no Centro Administrativo Estadual. A Organização não – governamental referida anteriormente foi o Centro da Mulher 8 de Março.

O primeiro caso concreto a ser relatado trata de tortura psicológica. Segundo a vítima, ela e seu companheiro eram noivos e, após os seis primeiros meses de namoro ele mudou completamente seu comportamento para com ela, passando a demonstrar um ciúme doentio revelado em diversas situações em que ela se sentia sempre vigiada por ele. Ele a deixava todos os dias na Faculdade e ficava esperando o término da aula. Era agressivo com as amigas dela e não a permitia conversar com homens. Na verdade, ele se sentia inseguro porque ela era um pessoa bem independente, pois trabalhava, estudava e tinha um bom círculo de amizades. Com o tempo o ciúme foi se tornando cada vez mais patológico de forma que ele chegou a ameaçar familiares dela se ela viesse a  findar o relacionamento. A vítima, então, temendo escândalos, passou muito tempo escondendo dos familiares e amigos o que de fato ocorria _ ela estava se sentindo pressionada psicologicamente.  Em um episódio ocorrido num bar, esta mulher, ao ser olhada por outros homens, foi surpreendida por uma “promessa” feita pelo seu noivo. Ele afirmou que preferia ver seu rosto queimado a ver outros homens olhando para ela. Nesse momento ela “despertou” para o perigo vivido e passou a procurar meios de finalizar o noivado. A partir daí ela o fez entender que não estava mais interessada nele. Em um certo dia, então, ele chegou com uma arma na casa dela e, como, a princípio,  não conseguiu vê-la , ameaçou atirar na mãe dela. Não houve nenhum acidente, mas ela já estava certa do que deveria fazer. Finalmente, por influência de familiares,  ele decidiu  se mudar para outro Estado. A história se passou há cinco anos, mas ainda hoje a vítima tem receio de reencontrá-lo.

O segundo caso que trataremos aqui é de tortura sexual. Em visita ao Hospital Maternidade Frei Damião, obtiveram-se informações a respeito de alguns casos de violência e tortura. É importante enfatizarmos que o referido hospital trabalha juntamente com curadorias, delegacias e ONG’s ( Cunhã, Centro 8 de março e Amazona) e pertence à Secretaria Estadual de Saúde,  sendo o único hospital em João Pessoa que trata das mulheres vítimas de violência sexual através de um programa estadual, o Programa de Assistência às Mulheres Vítimas de Violência Sexual.

Devido à debilidade física e psicológica das vítimas torna-se difícil o acesso a elas com o fim de colher informações específicas. Dessa forma, o acesso às informações se deu através da colaboração da  Assistente Social daquela instituição.  Segundo a profissional, a vítima já vivia com o seu companheiro há alguns anos. Já estando separados, ele, certo dia, arrombou a grade de sua casa e, tomado por um sentimento de ciúme e machismo, materializou a expressão: “se você não é minha, não será mais de ninguém”. O agressor, nesse momento, estuprou-a . Seus filhos estavam dormindo e, no momento da violência sexual, ela teve a preocupação de se calar para evitar que eles ouvissem e se assustassem, agravando ainda mais seu sofrimento. Após o estupro, o agressor introduziu a mão  e, ao finalizar, aspergiu desodorante com o objetivo de intensificar a dor .

Finalmente o terceiro caso que iremos relatar trata de tortura física. Esta é a que se apresenta em maior número. A vítima, uma mulher de 25 anos, morava com seu companheiro há cinco anos. Durante esse período de convivência ele sempre espancava-a e ameaçava–a de morte nos momentos em que estava embriagado. Conforme afirmou a vítima, ele sempre se justificava depois alegando o fato de ter ingerido bebida alcoólica. No princípio, por estar apaixonada, ela não pensava em deixá-lo. Num segundo momento, ela também se sentiu presa a ele por não ser financeiramente independente para criar seu filho. Depois de muito sofrimento, ela decidiu se separar dele e passou a morar com sua mãe, levando consigo o filho. Certo dia ele decidiu ver seu filho e, quando chegou na casa da sogra, sua ex – mulher estava passando roupas. Ele começou a discutir com ela quando tomou o ferro de passar e  queimou-a. Nessa história, os espancamentos podem ser considerados uma tortura física.

  1. Conclusões

Com base no que foi exposto neste trabalho, verifica-se que a tortura contra a mulher é uma prática disseminada na sociedade devido a vários fatores que estabeleceram uma diferenciação com base no gênero.

Existem legislações que buscam prevenir e punir os crimes de violência a nível internacional, mas não há nada, de forma específica, a respeito da tortura aplicada à mulher quando é perpetrada por companheiro dentro de domicílio ou não. Sobre isso, é importante observar a necessidade de um alargamento do conceito de tortura, abrangendo não somente os agentes públicos, mas também  agentes privados,  fundamentando dessa forma a defesa deste trabalho em caracterizar as graves violências  já referidas como tortura contra a mulher.

É válido ressaltar que crimes de violência não podem ser colocados no mesmo patamar que os crimes de tortura, visto que estes são dotados de maior severidade e crueldade, além de ocorrerem de forma continuada. Além disso, as punições previstas para os crimes de tortura devem ser mais acentuadas do que as punições para os crimes de violência, e isso objetivando um completo monitoramento no que diz respeito aos direitos humanos .

  BIBLIOGRAFIA

Encartes Informativos do Centro da Mulher 8 de Março.

Langley, Roger ; Levy, Richard C. Mulheres Espancadas _ fenômeno invisível. Editora Huctec, 1980

Maia, Luciano Mariz. Tortura no Brasil: a banalidade do mal.

Maia, Luciano Mariz. O Cotidiano dos Direitos Humanos. João Pessoa: Editora

  Universitária/UFPB,  199

Piovesan, Flávia.  Temas de Direitos Humanos. Editora Max Limonad, 1998.

Piovesan, Flávia. Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional. Editora Max Limonad.

Priore, Mary Del (org.); Bassanezi, Carla (coord. de textos). História das Mulheres no

Brasil. 2 edição. São Paulo. Editora Contexto, 1997

Revista Veja. Edição 1553. Ano 31, número 26. 1º de julho de 1998.Editora Abril.

Saffioti, Heleieth I. B. ; Almeida, Suely  Souza de. Violência de Gênero _ Poder e Impotência.

Quer seguir Jesus? Aprenda que está fazendo tudo errado

A imagem pode conter: texto

Nenhum ser humano pode ensinar a outro ser humano o caminho a ser percorrido por este. O que aprendemos, aprendemos, realmente, quando temos discernimento e somos guiados pela nossa consciência e inteligência. Se seguimos cegamente uma doutrina, perdemos a referência. Deus não pode ser ensinado por humanos. Tudo o que você pensa que sabe sobre Deus é falso e existe com um único objetivo: fazê-lo obedecer, cegamente, e sem questionar, o Sistema que o escraviza.

A imagem pode conter: 5 pessoas

Quer seguir Jesus? Ou quer seguir o Sistema Religioso que Ele condenava?
“E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão”. Mateus 6:5

E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele VENDIAM e COMPRAVAM, Lucas 19:45

De que templo Jesus está falando abaixo? Será que não é o templo que você frequenta e leva os seus filhos? Ou você não sabe que o templo é Jesus e Ele não criou o cristianismo.“Eu destruirei este templo construído por mãos humanas e em três dias edificarei outro, não erguido por mãos de homens”. Marcos 14:58

BÍBLIA: Todos os Gentios…são Servos de Israel

Por Ana Burke

*No caso do cristianismo, todos amam a Deus e são odiados por Deus. Os cristãos, os muçulmanos e todos os humanos em geral, só existem, para servir o povo de Israel.

“Suscitem-se os gentios, e subam ao vale de Jeosafá; pois ali me assentarei para julgar todos os gentios em redor”. Joel 3:12

*Os gentios podem ser roubados, jogados fora, expulsos de suas terras, mortos e o Deus de Israel ri e zomba deles.

“Trouxeste uma vinha do Egito; lançaste fora os gentios, e a plantaste.”… “E deu-lhes as terras dos gentios; e herdaram o trabalho dos povos;”… “Julgará entre os gentios; tudo encherá de corpos mortos; ferirá os cabeças de muitos países”… Para tomarem vingança dos gentios, e darem repreensões aos povos; … “O Senhor é Rei eterno; da sua terra perecerão os gentios.”… “Mas tu, Senhor, te rirás deles; zombarás de todos os gentios”… Salmos 59:8; 80:8;105:44;110:6;149:7; 10:16

*O deus de Israel teve que se fazer conhecido entre os gentios para que o povo de Israel fosse vingado. Quando Ele, o deus de Israel é glorificado, significa que o povo de Israel venceu. Os gentios verão o Juízo que espera por eles.

“Porque diriam os gentios: Onde está o seu Deus? Seja ele conhecido entre os gentios, à nossa vista, pela vingança do sangue dos teus servos, que foi derramado”. “E eu porei a minha glória entre os gentios e todos os gentios verão o meu juízo, que eu tiver executado, e a minha mão, que sobre elas tiver descarregado. Salmos 79:10 e Ezequiel 39:21

“Assim comeram a páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro, com todos os que com eles se apartaram da imundícia dos gentios da terra, para buscarem o Senhor Deus de Israel” Esdras 6:21

“Então os gentios temerão o nome do Senhor, e todos os reis da terra a tua glória”.Salmos 102:15

*Qualquer terra ou propriedade dos gentios pode ser invadida e roubada pelo povo de Israel…é herança do povo de Israel. Todos os gentios estão sujeitos à Israel e estão com o seu pé preso em suas redes e destas redes não vão se livrar nunca mais. Exaltam o deus de Israel…são ignorantes porque Israel é um vaso adorado e tirou dos gentios o prazer de viver, os dividiu e uns estão contra os outros. Os gentios que não invocam ou se submentem ao Deus de Israel terão castigos terríveis e deus terá a sua ira sobre eles.

“Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão”. Salmos 2:8

“Os gentios enterraram-se na cova que fizeram; na rede que ocultaram ficou preso o seu pé”. Salmos 9:15

“Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra”. Salmos 46:10

“Israel foi devorado; agora está entre os gentios como um vaso em que ninguém tem prazer”. Oséias 8:8

“E expulsou os gentios de diante deles, e lhes dividiu uma herança por linha, e fez habitar em suas tendas as tribos de Israel”. Salmos 78:55

“Derrama o teu furor sobre os gentios que não te conhecem, e sobre os reinos que não invocam o teu nome”. Salmos 79:6

“E também Judá pelejará em Jerusalém, e as riquezas de todos os gentios serão ajuntadas ao redor, ouro e prata e roupas em grande abundância”. Zacarias 14:14

“Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do Senhor; dia nublado; será o tempo dos gentios”. Ezequiel 30:3

“e os ajuntarei para voltarem a sua terra, e não mais deixarei lá nenhum deles”. Ezequiel 39:28

*CUMPRIU-SE. Todos os gentios, MUÇULMANOS E CRISTÃOS estão levando o seu opróbio. Estão ajoelhados e humilhados diante dos mitos criados por Israel. São servos e escravos sem honra ou vergonha, dobraram a cerviz e estão degradados, são baixos e dignos de desprezo.

“Portanto, assim diz o Senhor DEUS: Eu levantei a minha mão, para que os gentios, que estão ao redor de vós, levem o seu opróbrio”. Ezequiel 36:7

“Livraste-me das contendas do povo, e me fizeste cabeça dos gentios; um povo que não conheci me servirá”. Salmos 18:43

“E os gentios saberão que eu sou o Senhor que santifico a Israel, quando estiver o meu santuário no meio deles para sempre”. Ezequiel 37:28

“Porém vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis a riqueza dos gentios, e na sua glória vos gloriareis”. Isaías 61:6

“E os espalharei entre gentios, que não conheceram, nem eles nem seus pais, e mandarei a espada após eles, até que venha a consumi-los”. Jeremias 9:16

“os gentios saberão que eu sou o SENHOR, diz o Senhor DEUS, quando eu for santificado aos seus olhos”. Ezequiel 36:23

* Os gentios se voltarão contra os gentios – esta é a recompensa que eles terão. Destruirão-se a si mesmos.
E quando beberem do santo monte do Deus de Israel, nunca mais serão os mesmos, serão como se nunca tivessem sido, perderão a sua identidade, não serão mais um povo, mas escravos de Israel
O próprio deus de Israel diz que substituiu os deuses egípcios… É, Ele é agora por Deus…Ele é o Senhor dos gentios. Ele destruiu os deuses da Terra e o povo de Israel estão espalhados pela Terra, não por acaso, mas para submeter os gentios e farão com que gentios usem a espada contra os seus, o seu irmão, a sua própria família. Os gentios serão destruídos e os que sobreviverem serão propriedade de Israel.

“Antes por amor deles me lembrarei da aliança com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito perante os olhos dos gentios, para lhes ser por Deus. Eu sou o Senhor”. Levítico 26:45

“o Senhor ferirá os gentios que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos”. Zacarias 14:18

“O Senhor será terrível para eles, porque emagrecerá todos os deuses da terra; e todos virão adorá-lo, cada um desde o seu lugar, de todas as ilhas dos gentios”. Sofonias 2:11

“E transtornarei o trono dos reinos, e destruirei a força dos reinos dos gentios; e transtornarei os carros e os que neles andam; e os cavalos e os seus cavaleiros cairão, cada um pela espada do seu irmão”. Ageu 2:22

“Porque o dia do Senhor está perto, sobre todos os gentios; como tu fizeste, assim se fará contigo; a tua recompensa voltará sobre a tua cabeça”. Obadias 1:15

“Porque, como vós bebestes no meu santo monte, assim beberão também de contínuo todos os gentios; beberão, e sorverão, e serão como se nunca tivessem sido”. Obadias 1:16

* Quando Deus queria ameaçar e submeter os Israelenses à sua vontade…Ele os ameaçava com os gentios, os piores, e os fariam vir sobre eles. Hoje temos gentios que matam os próprios gentios pelo Deus de Israel.

“E farei vir os piores dentre os gentios e possuirão as suas casas; e farei cessar a arrogância dos fortes, e os seus lugares santos serão profanados”. Ezequiel 7:24

“não andastes nos meus estatutos, nem cumpristes os meus juízos; antes fizestes conforme os juízos dos gentios que estão ao redor de vós”. Ezequiel 11:12

*****Os judeus odeiam os gentios e vivem para propagar ou espalhar este ódio, a dissensão entre nós.

“Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se apraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça (vingança e morte) aos gentios”. Isaías 42:1

“Derrama a tua indignação sobre os gentios que não te conhecem, e sobre as gerações que não invocam o teu nome; porque devoraram a Jacó, e devoraram-no e consumiram-no, e assolaram a sua morada”. Jeremias 10:25

“Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra” Mateus 10:35

*Todas as riquezas dos Gentios irão para o povo de Israel

“Então o verás, e serás iluminado, e o teu coração estremecerá e se alargará; porque a abundância do mar se tornará a ti, e as riquezas dos gentios virão a ti”. Isaías 60:5

“E mamarás o leite dos gentios, e alimentar-te-ás ao peito dos reis; e saberás que eu sou o Senhor, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Poderoso de Jacó”. Isaías 60:16

“E a sua posteridade será conhecida entre os gentios, e os seus descendentes no meio dos povos; todos quantos os virem os conhecerão, como descendência bendita do Senhor”. Isaías 61:9

* O fato dos judeus não seguirem o cristianismo tem uma razão que nenhum gentil faz a mínima ideia. O Jesus bíblico foi inventado para dar exemplo aos gentios de como se deve ser e se comportar um bom servo.

“E o Senhor, respondendo, disse ao seu povo: Eis que vos envio o trigo, e o mosto, e o azeite, e deles sereis fartos, e vos não entregarei mais ao opróbrio entre os gentios”. Joel 2:19

“Portanto, eis que eu tenho estendido a minha mão sobre ti, e te darei por despojo aos gentios, e te arrancarei dentre os povos, e te destruirei dentre as terras, e acabarei de todo contigo; e saberás que eu sou o Senhor”. Ezequiel 25:7

“Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa a teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que os gentios o dominem; por que diriam entre os povos: Onde está o seu Deus?” Joel 2:17

“E o restante de Jacó estará entre os gentios, no meio de muitos povos, como um leão entre os animais do bosque, como um leãozinho entre os rebanhos de ovelhas, o qual, quando passar, pisará e despedaçará, sem que haja quem as livre”. Miquéias 5:8

 

Cristãos não Seguem Jesus, não são de Jesus, e a bíblia prova isto.

Por Ana Burke

Jesus, supostamente, veio para salvar a humanidade. É o que as igrejas ensinam, mas está errado. Não existe Cristianismo (Jesuinismo). O que existe é Paulinismo. E Cristianismo é diferente de seguir Jesus. A palavra Cristo surgiu com a religião organizada, com a igreja. O Cristo foi uma invenção. O primeiro evangelho, o evangelho de Marcos quase nunca é citado nas igrejas e no entanto foi o primeiro evangelho a ser escrito. Pode-se perceber claramente numa análise mais profunda que os outros evangelhos, apesar de terem sido copiados a partir de Marcos, contem ensinamentos contraditórios e percebe-se que interpolaram falas, ações e acontecimentos que não existiram.

Vejam que a geração de Jesus não existe em Marcos e na geração descrita por Mateus José foi gerado de Davi e Jesus como filho de José, é filho de Davi: “E JACÓ GEROU A JOSÉ, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo.” Mateus 1:16.

Lucas diz: “E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos, sendo (como se cuidava) FILHO DE JOSÉ, E JOSÉ DE HELI,” Lucas 3:23

Mateus diz que Jacó gerou José e Lucas diz que Heli gerou José.

Lucas diz sem sombra de dúvida que Jesus é filho de José e Mateus diz que Jesus nasceu de Maria, esposa de José.

Claramente, JESUS NÃO É DEUS, principalmente, o mesmo deus dos Judeus. Jesus era um homem, filho de José. Ser filho de Deus não significa possuir divindade desde que Deus é o Pai de todos e todos são considerados “filhos de Deus”.
E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus. Marcos 10:18

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus; Marcos 11:22

“Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.” Marcos 13:10 – Quero esclarecer aqui que NAÇÃO na bíblia significa cada uma das tribos de Israel. Não se está falando em nações que não sejam estas. Não se está falando em países ou nações fora do mundo israelita.

“E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.” Marcos 14:36 – Jesus pede aqui para que Deus afaste dele o sofrimento.

“E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Marcos 15: 34 – Na hora da morte Jesus se recente com Deus, o deus que ele acreditava e por quem deu a própria vida. Este Deus o desamparou, o abandonou e isto é normal e corriqueiro. Pessoas imploram para continuar vivos, para que Deus afaste deles o sofrimento, mas o sofrimento e a morte é algo indiferente para Deus.

Em Marcos, Jesus não ensina a ser covarde e não diz que se deve dar a outra face ao inimigo. Muito pelo contrário. Ele diz que o ladrão não conseguirá roubar o valente se este primeiramente não for algemado. “Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não maniatar (algemar) o valente; e então roubará a sua casa”. Marcos 3:27.

O “Seminário de Jesus” (The Jesus Seminar), um grupo independente e que estudou profundamente a bíblia por anos, chegou a conclusão óbvia que qualquer pessoa empenhada em descobrir a verdade poderia descobrir bastando para isto tirar a venda dos olhos. 80% do que dizem nas igrejas que Jesus disse, é FALSO. Eles provaram que o evangelho atribuído a JOÃO É TOTALMENTE FALSO.

Vamos resumir aqui:

Jesus não era um ser divino
Jesus não era ou é Deus
Jesus não é intermediário entre Deus e os homens
Jesus não era filho de uma pomba, mas filho de José
Maria não era virgem
Maria não continuou virgem depois do nascimento de Jesus e nenhum evangelista afirma isto, inclusive Mateus que diz que Maria e José tiveram relações sexuais depois que Jesus nasceu:
“E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher; E não a conheceu (TEVE RELAÇÕES SEXUAIS) ATÉ QUE DEU A LUZ seu filho, o primogênito; ( FILHO PRIMOGÊNITO DE JOSÉ) e pôs-lhe por nome Jesus.” Mateus 1:24.25 – e mesmo isto é invenção.
Maria nunca esteve em Éfeso acompanhada de João. Isto foi invenção da igreja e está mais do que provado que as visões de Ana Catarina Emmerich são falsas.
Maria não subiu aos céus de corpo e alma ou de forma alguma. Em nenhum lugar na bíblia existe isto e não existe nem mesmo a morte de Maria.
A matança de crianças pelo rei Herodes é falsa
A história dos três reis magos é falsa
O nascimento de Jesus numa manjedoura é falsa
O relato da fuga de Maria e José para salvar a criança é falsa
NAZARÉ não existia na época de Jesus. Esta cidade foi construida depois do século IV.
Nunca existiu terremoto ou tremor de terra na hora em que Jesus Morreu
Nunca existiu a história de que Tomé precisou ver para crer
ETC…etc…

Jesus era CONTRA o jejum: “Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam; e foram e disseram-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não jejuam os teus discípulos?” Marcos 2:18

Jesus era contra TUDO o que se aprende nas igrejas. Ele era um pária da sociedade na época e hoje em dia Ele seria chamado pelos crentes de Satanás porque ele condenava o Sistema Religioso e todos os sistemas organizados para enganar o povo. Os crentes que dizem: “Venham para Jesus” ou “Aceitem Jesus” não sabem o que estão falando. Eles não seguem Jesus mas uma mentira. Eles seguem sim, os inimigos de Jesus que seriam Paulo, o falso apóstolo, e todos os clérigos, doutrinadores, pastores, padres e companhia. Eles seguem e colaboram com a corrupção e com a hipocrisia fazendo de si próprios e dos seus filhos, alienados do Sistema Religioso. Jesus disse que o templo seria destruído e ele estava construindo outro, o verdadeiro e que tal templo não era de pedra, mas a sua palavra. Palavras estas que nenhum crente conhece.Pagam dízimo para manter a perpetuação da mentira e os Senhores donos das suas mentes. São escravos.

Os crentes querem convencer aqueles que veem de que estes devem ser cegos como eles.
“Tendo olhos, não vedes? e tendo ouvidos, não ouvis?” Marcos 8:18

OBS: A análise é minha e pode ser conferida facilmente na bíblia.

A imagem pode conter: 1 pessoa

FOTO e para mais informações:
http://www.christiananswers.net/q-eden/edn-t017.html
https://www.westarinstitute.org/projects/the-jesus-seminar/
https://en.wikipedia.org/wiki/Jesus_Seminar

Definição de Geena – LAGO DE FOGO

 

Nenhum texto alternativo automático disponível.

No Novo Testamento a palavra Geena pode ser encontrada nos seguintes textos: Mateus 5:22, 29, 30; 10:28; 18:9; 23:15, 33. Marcos 9:43, 45, 47. Lucas 12:5 e Tiago 3:6.

Josué cita o Vale de Hinom, que se localizava em Jerusalém, um lugar bonito e com muitas árvores (Josué 15:8)
Este vale foi totalmente transformado em um lugar maldito e profano porque os judeus comecaram a adorar, neste lugar, o deus Moloque. Construíram uma estátua de bronze do deus com o rosto de um bezerro, oca por dentro e os bracos estendidos. Os seus adoradores o aqueciam com fogo, que entrava em sua parte oca, ficando por isso muito quente e, a seguir, colocavam as criancas em seus bracos que eram queimadas vivas, em sacrifício. Este vale foi chamado Tofete, significando tambor, porque eles batiam no tambor e o barulho se misturava com os gritos das criancas que eram queimadas.

Estes acontecimentos são descritos na bíblia:

“Também profanou a Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom, para que ninguém fizesse passar a seu filho, ou sua filha, pelo fogo a Moloque” 2 Reis 23:10

Também queimou incenso no vale do filho de Hinom, e queimou a seus filhos no fogo, conforme as abominações dos gentios que o SENHOR tinha expulsado de diante dos filhos de Israel. 2 Crônicas 28:3

E edificaram os altos de Tofete, que está no Vale do Filho de Hinom, para queimarem no fogo a seus filhos e a suas filhas, o que nunca ordenei, nem me subiu ao coração.
Portanto, eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que não se chamará mais Tofete, nem Vale do Filho de Hinom, mas o Vale da Matança; e enterrarão em Tofete, por não haver outro lugar. Jeremias 7:31-32

A imagem pode conter: desenho

Portanto, o vale de Hinom, ou Tofete, ou Geena era um vale conhecido pelos Judeus. Mais tarde este lugar foi transformado num depósito de lixo onde o fogo era contínuo e tinha a finalidade de queimar, tanto o lixo, como os corpos de criminosos que eram jogados lá. No lugar onde o fogo não alcancava, crescia e proliferava os vermes em meio da podridão, passando a ser um lugar horrível e amaldicoado pelos judeus. A palavra Geena foi traduzida para inferno na bíblia. Ninguém sofria eternamente neste inferno ou Geena. Era o lugar de sepultura dos criminosos, onde seus corpos eram queimados, e as partes não alcancadas pelo fogo, eram comidas pelos vermes. Quando Jesus disse para cortar as partes do corpo e jogar no “Inferno”Ele estava falando de Geena, ou LAGO DE FOGO, do lixão de Jerusalém.

Os apóstolos NUNCA empregaram este termo ou disseram em momento algum que havia um inferno de tormento eterno após a morte.

*****

Passagens na bíblia na qual Jesus fala sobre Geena (LAGO DE FOGO)

Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno (Geena). Mateus 5:22

E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo (Geena) Mateus 10:28

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno (Geena) duas vezes mais do que vós. Mateus 23:15

Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno? (Geena) Mateus 23:33.

E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga (Geena), Marcos 9:43

E, se o teu pé te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares coxo na vida do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga (Geena), Marcos 9:45

E, se o teu olho te escandalizar, lança-o fora; melhor é para ti entrares no reino de Deus com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno (Geena). Marcos 9:47

Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno (Geena); sim, vos digo, a esse temei. Lucas 12:5

A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno (Geena). Tiago 3:6

Quando Jesus diz que se uma pessoa ofender a outra esta será réu do fogo do inferno (Geena), é o mesmo que dizer que tal pessoa vai morrer no lago de fogo, vai para o lixão perto de Jerusalém onde tem um fogo que nunca apaga, e vai morrer lá. Morte física. Morreu, acabou. O sofrimento é a morte. Não tem sofrimento depois da morte.

*****

APOCALÍPSE

[…] Duas passagens em Apocalipse falam sobre o lago de fogo. A primeira descreve aqueles que adoram a besta sendo consumidos pelo fogo e enxofre, e diz: “a fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos” (Ap. 14:11).

Apocalipse 19 fala da besta e do falso profeta e do diabo sendo atormentados para todo o sempre no lago de fogo. […]

Apocalípse é um tipo de escrito profético que mostra eventos através de imagens, vívidas, mas simbólicas […] o profeta Isaías usou a mesma linguagem para falar do julgamento de Deus contra a ímpia Edom. Ele usou a expressão “para sempre” (Is. 34:9,10). A terra (isto é, Edom) se tornaria “em piche ardente”, e não se apagaria de dia nem de noite; sua fumaça subiria para sempre. Hoje, porém, a terra de Edom não está em chamas. O fogo se apagou muito tempo atrás. […] Deus estava falando de um julgamento que seria final. Isto é o que o lago de fogo bíblico quer dizer. Destruição completa e total. Apocalipse 21:8, nos diz claramente que o lago que queima com fogo e enxofre é a “segunda morte”. Os ímpios serão totalmente consumidos, morrerão, perecerão, serão aniquilados.

*****
Veja nos exemplos bíblicos abaixo e verifique que, realmente, sofrimento após a morte não existe:

Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. 1 Coríntios 15:54-56

E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. Apocalipse 20:14-15

Em 1 Coríntios, o inferno foi derrotado. O inferno não dura para sempre, não é eterno. Em Apocalípse é dito que “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo”. ACABOU! NÃO EXISTE MAIS INFERNO, Geena, ou o lago de fogo.

Conclusão:
Não existe SATANÁS OU DIABO, atormentando eternamente pessoas no INFERNO porque inferno com tormento eterno, na bíblia, não existe. Isto é invenção das igrejas. As igrejas sim é que representam nos dias atuais, o Lago de Fogo. Satanás ou diabo são os pastores, padres e outros líderes religiosos, que vivem do terror, da mentira e da exploração de pessoas simples que entregam em suas mãos os seus filhos acreditando que são deuses.

Pergunta:
Se não existe nada depois da morte física, será que existe purgatório?

Pesquisa e tradução: Ana Burke​

Consulta: <http://www.tentmaker.org/books/TheBibleHell.html&gt; Acesso em 08/05/20

Nenhum texto alternativo automático disponível.

SOCIEDADE DA VERDADE CATÓLICA

Como será uma mãe no céu que vê seu filho arder no inferno? Ela glorificará a justiça de Deus.
– Folheto da Sociedade da Verdade Católica do final da década de 1960, parte de um ensinamento catequístico [citado em um ensaio do poeta inglês Stevie Smith, “Alguns Impedimentos ao Compromisso Cristão”]

Religiões são capazes de transformar uma mãe ou Pai em monstros insensíveis, torturadores dos próprios filhos, e sanguinários, em nome de Deus. Qual pessoa saudável e consciente vai desejar estar num paraíso em companhia de pessoas como estas? Será que não é o contrário? O paraíso é o inferno e o inferno é o paraíso?

Ana Burke

 

A imagem pode conter: texto

O Livro que ensina Moral, Paz, Amor e Bons Costumes.

Nenhum texto alternativo automático disponível.
Por Ana Burke

O deus de Israel, o deus que você segue e diz que é todo amor e bondade mostra a sua verdadeira face para aquele que tem os olhos abertos e pode ver. Jesus Cristo não é diferente, é pior e ambos foram criados por profetas sedentos de sangue. Aquele que entende a bíblia como um livro moral e que prega bons costumes NUNCA leu a bíblia e não sabe interpretar parábolas. Os filhos eram oferecidos como sacrifício ao deus de Israel e Jesus exige o mesmo:
“Se alguém deseja seguir-me e ama a seu pai, sua mãe, sua esposa, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até mesmo a sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. Lucas 14:26
Seria Jesus um monstro ou será um monstro aquele que o segue? Onde existe amor, paz e moral na bíblia ou neste e em outros ensinamentos de Jesus? Analisem com seus próprios olhos e escute com a sua própria consciência.

Por quê você pensa que queimavam inocentes vivos nas fogueiras? Tudo o que fizeram e fazem tem base bíblica, como por exemplo:
– Separem o joio(pessoas que não seguem Jesus) do trigo (pessoas que seguem Jesus) e queimem o joio.

– Certo homem nobre partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois. Lucas 19:12
O que significa TOMAR PARA SI UM REINO? Roubar terras, fazer guerra, expulsar e matar quem vive nestas terras, ou seja, fazer exatamente o que Israel fez e está fazendo com os palestinos. Tomaram 90% das terras deles, expulsando, destruindo as suas casas, matando e principalmente fazendo guerra psicológica e convencendo o mundo inteiro de que a sua causa é justa.

– E quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim.
Lucas 19:27 –
Não adianta inventar. Todos os que morreram assassinados por padres, Jesuítas, franciscanos e Calvino eram-lhes apresentada a cruz simbolizando com isso que os estavam matando diante de Jesus e diziam: Aceita Jesus? Se não aceita…morra.

As parábolas dizem muitas coisas e tornam lícitos muitos crimes que são cometidos e, todos estes crimes, vem camuflados e ordenados em forma de parábolas pelo mestre da “Paz”. Jesus te ama, não é assim?

E o Velho Testamento? Será que em todos os sacrifícios oferecidos a este deus aparecia um anjo para salvar a vítima?

Miquéias 6:7
Yahwehse agradaria com milhares de carneiros, com dez mil ribeiros de azeite? Devo oferecer meu primogênito, meu filho mais velho, fruto do meu corpo, como sacrifício para pagar os meus pecados e as minhas malignidades?

1 Reis 8:63
Para o sacrifício de paz e comunhão que ofereceu ao SENHOR, Salomão deu vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Deste modo, o rei e todos os israelitas consagraram o Templo a Yahweh.

2 Crônicas 1:6
Foi lá que Salomão, na presença de Deus, subiu ao altar de bronze que estava junto à Tenda do Encontro da Congregação. E ofereceu mil holocaustos, sacrifícios totalmente queimados sobre o altar.

2 Crônicas 5:6
O rei Salomão e toda a comunidade de Israel, que se havia congregado a ele perante a Arca, sacrificaram tantas ovelhas e bois que nem era possível contar.

2 Crônicas 15:11
Naquele dia, ofereceram em sacrifício a Yahweh, o SENHOR, do despojo de guerra que haviam trazido, setecentos bois e sete mil ovelhas.

2 Crônicas 29:32,33
O número de vítimas, isto é, de sacrifícios oferecidos pela comunidade foi de setenta novilhos, cem carneiros e duzentos cordeiros, tudo isso em adoração e holocausto a Yahweh, o SENHOR.…

2 Crônicas 30:24
O próprio Ezequias, rei de Judá, forneceu mil novilhos e sete mil ovelhas e bodes à comunidade para os sacrifícios; e os chefes apresentaram mil novilhos e dez mil ovelhas diante da assembleia; e muitos sacerdotes se consagraram.

1 Reis 8:62,63
Então o rei e todo o Israel unido a ele ofereceram sacrifícios diante de Yahweh.…

1 Crônicas 29:21
No dia seguinte, prepararam e ofereceram sacrifícios diante de Yahweh e lhe apresentaram em holocausto mil novilhos, mil carneiros e mil cordeiros, acompanhados de libações, as ofertas derramadas, e muito outros sacrifícios, em favor de todo o povo de Israel.

Esdras 6:16,17
E os israelitas, entre eles os sacerdotes e os levitas, e o restante dos exilados celebraram com júbilo a dedicação desta Casa de Deus.…

2 Crônicas 2:4
Eis que resolvi edificar uma Casa para o Nome de Yahweh, o SENHOR, meu Deus e consagrá-la para queimar incenso sagrado e aromático diante dele, apresentar continuamente o pão consagrado, da proposição, e oferecer os holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas de Yahweh nosso Deus. Isto é obrigação perpétua de Israel.

O que é religião? É isto? É este o livro que fundamente as suas crenças? Quando se assume alguma coisa você se torna esta coisa, você perde a referência, perde o contato consigo mesmo e eu tenho certeza de que você é muito melhor do que isso tudo. Se não cuidar da sua mente, você terá sempre um pastor, padre, ou Guru para comandá-la por você.
A escravidão psicológica é aquela da qual você nunca se livrará e morrerá na senzala, dependente de templos, rituais, sendo enganado e beijando a mão daquele que o açoita.

Fé Religiosa

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas
Por Ana Burke

A FÉ, não fundamentada e organizada em forma de religião está atrelada a uma seita e o batismo é a porta de entrada para esta seita. Como membro da seita, a pessoa concorda em não usar a razão e se compromete a ser fiel aos dogmas da seita. O presidente da seita, leva o nome de pastor, doutrinador, evangelizador, sacerdote, Guru, etc. e usa de todos os meios ao seu alcance para manter o fiel doutrinado/evangelizado e no redil. Tudo, a partir de então, toma um novo sentido ou um novo significado para o doutrinado e a vida não é mais a sua vida, o corpo não é mais o seu corpo, o desejo é suprimido, o sexo é controlado e a ignorância, a humilhação, a subserviência e a pobreza, passam a ser coisas louváveis.

Ao perder a capacidade de usar a razão o fiel perde a consciência de mundo, perde as próprias referências do seu real valor como pessoa e ser humano, passando a viver de chantagens, ameaças, esperanças, promessas vazias, do medo da morte e, principalmente, de intrusos (o tentador, diabo ou Satanás), uma ameaça perigosa a ser combatida. Além destes intrusos ou infiéis, é necessário que as crenças sejam protegidas de outras crenças ou outros doutrinadores de outros currais que teriam o poder de fazer as pessoas se afastarem do que ela acredita ser religião, em outros deuses diferentes (demônios), cujas técnicas de expulsão foram aprendidas num livro escrito por homens rudes e com mentalidade atrasada que tinha como finalidade a soberania de um deus único como se pode ver em Deuteronômio 32:17: “Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram, novos deuses que vieram há pouco, aos quais não temeram vossos pais”

Estas divindades, ou demônios, estranhos ao curral, se impregnam nas mentes das pessoas como se fossem ácaros da sarna, ou bernes, tendo os mesmos que ser retirados de seus corpos e expulsos. A maioria dos pastores, passam boa parte do tempo em guerra contra tais entidades e vale qualquer artifício para destruir os alienígenas.
O mais estranho é que tais entidades só existem na imaginação ou realidade daqueles que frequentam templos e estas só se manifestam nestes lugares. Não existiria religião sem o suporte de tais entidades assim como não existiria Deus. Todos tem que ter ou acreditar que estão sob ameaça constante ou sendo perseguidos.

Quando temos FÉ, a fé ensinada, a fé que veio de uma doutrina, nós a compramos e mantemos a organização dona da fé que, automaticamente, passa a ser dona das nossas ações, pensamentos e nos tornando frágeis e dependentes destas organizações. Entregamos a outros o controle total daquilo que deveria ser mais importante para a nossa sobrevivência e liberdade: A nossa mente. Pagamos muito caro pela nossa ingenuidade e covardia diante da vida e entregamos a estas organizações a vida de nossos próprios filhos que passam a ser “filhos da alienação”. Tenha fé numa montanha e confie que ela vai se mover com o poder desta fé. Me parece que o ser que ensinou tal coisa é considerado um sábio mas. sabedoria para mim, é muito diferente disso. O correto seria ensinar as pessoas a não esperar que a montanha se mova, mas a enfrentar as dificuldades para chegar até ela, escalar tal montanha e chegar ao topo da mesma. A fé paralisa e mata. Pessoas com fé, se ajoelham, imploram e esperam que as coisas aconteçam. A montanha não se moverá porque quem têm a capacidade e o poder de se mover, é você, e não a montanha.

A FÉ nos faz procurar ou confiar naquilo que está fora de nós e gastamos toda a nossa energia esperando pelo impossível, ao passo seria tudo muito mais simples, se olhássemos para nós mesmos, e acreditássemos na nossa capacidade de mudar, olhar, ouvir, andar e construir. Enquanto esperamos, nada é feito e estamos perdendo um tempo precioso que não volta nunca mais; não estamos aprendendo e vamos morrer não sabendo. Confiar cegamente em “contos do vigário” não é bom; fazer as mesmas coisas todos os dias, da mesma forma, também não é bom; repetir as mesmas rezas, as mesmas palavras, ouvir as mesmas ladainhas, ir aos mesmos lugares e nunca se desviar da estrada para olhar além também não é bom. Agir desta maneira vai fazer com que os nossos sentidos fiquem embotados, atrofiados por falta de uso.

Se o seu deus te impede de viver, de pensar, de questionar, você não tem um deus. Se você têm um deus que você teme, faz chantagens, cria mandamentos, leis e ameaça com castigos se não seguir tais leis, você não têm um deus. Se o teu deus cabe dentro de um templo ele é infinitamente pequeno e insignificante. Se o teu deus precisa de um homem ou um livro para se comunicar com você, ele é falso, a sua vida é falsa e a sua fé é tola.

Precisamos nos reciclar, oxigenar as nossas mentes; ouvir o trinado dos pássaros e sentir a nossa própria pulsação quando nos deparamos com o novo, inusitado e maravilhoso; caminhar olhando para os lados, observar, nos encantar, aprender a discernir o certo do errado, o bonito do feio e entrar sempre pela porta que amplia o conhecimento de nós mesmos, como parte da natureza, e do mundo.

A vida nos proporciona novas descobertas todos os dias e nos faz sonhar sonhos que somos capazes de realizar. Nada é impossível e tudo é permitido se temos entendimento, discernimento e bom senso para avaliarmos racionalmente as possibilidades que se nos apresentam. Os nossos filhos estão ajoelhados e com a cerviz dobrada dentro de templos enquanto poderiam estar rindo soltos neste mar verde e azul que encanta os poetas, aprendendo a viver e a conviver, livremente, sem dogmas e sem fronteiras.

Temos tudo e somos miseráveis. Temos a vida pra viver e cultuamos a tortura, o sofrimento e a morte. Existem sensações novas a experimentar, sensações novas e maravilhosas que nos fazem crescer e perder o medo de voar e tudo isso, nós jogamos fora, cortando também as asas dos nossos filhos.
Existe uma grande diferença entre cair no espírito e rolar na areia da praia; entre rezar o “Pai nosso” e conversar com o Universo; pedir e se sentir dono; amar e temer; viver e morrer; ouvir o sino nos chamando para o redil e ouvir o mar nos convidando para velejar, andar em procissão atrás de uma estátua de gesso e andar em direção aos braços do ser amado.

Existe uma grande diferença entre viver e sobreviver e, em troca de uma crença ou fé inculcada, construída e sustentada pela ignorância:
Nos esquecemos de quem somos
Nos esquecemos que somos
Nos esquecemos, e não mais somos.

Por Favor, Respeite a Minha Religião

Muitas vezes nos pedem respeito às suas religiões.

Em primeiro lugar
Muitas ideias religiosas são muito desrespeitáveis ​​para com os seres humanos
E não merecem respeito

Em segundo lugar, que tal as pessoas respeitarem a NOSSA religião em troca?
A palavra “religião” vem do substantivo latino “religio”, que significa, entre outras coisas, escrúpulo e consciência.
Na minha perspectiva da realidade,
Eu me esforço para ser extremamente escrupulosa e conscienciosa,
Daí eu poderia me chamar de religiosa, e minha perspectiva, a religião.

A minha religião não chama pessoas de infiéis, hereges, pagãs ou pecadoras,
Que é o mesmo que alienígenas … o contrário de nós, dignas de desprezo ou algo pior.

Se você não é muçulmano, então você é culpado por não acreditar em Deus ( o mesmo para Cristãos)
Respeite a minha religião
A minha religião não exige que os não crentes devem ser menosprezados, odiados, subjugados ou escravizados.
Respeite a minha religião
A minha religião não tem um deus gigante masculino antropomorfizado no céu, em algum lugar “lá fora” separado e além da humanidade ditando regras de conduta e nos vigiando a todo momento.
Respeite a minha religião
A minha religião diz que não há fatos divinamente revelados que venham diretamente da boca de Deus ou que esta representa a única e verdadeira fé.
Respeite a minha religião
A minha religião não promete o céu ou ameaça com o inferno, não explorando, nem a ganância, e nem o medo.
Respeite a minha religião
Minha religião não pede que as pessoas acreditem cegamente e sem evidências científicas, em salvadores sobrenaturais, profetas ou avatares de uma etnicidade ou cultura particular.
Respeite a minha religião
A minha religião se opõe aos chamados “textos sagrados” cheios de violência, brutalidade e crueldade.
Respeite a minha religião
A minha religião proíbe o assassinato de mulheres e meninas para proteger a honra.
Respeite a minha religião
A minha religião proíbe casamentos com crianças e outros casamentos forçados
Respeite a minha religião
A minha religião se recusa a forçar as pessoas a cobrir os seus corpos, simplesmente porque tais pessoas têm genitais de um determinado gênero.
Respeite a minha religião
A minha religião se opõe ao apartheid de gênero em que homens e mulheres devem ser  segregados puramente por causa de seus órgãos genitais.
Respeite a minha religião
A minha religião proíbe a mutilação de genitais de crianças de qualquer gênero com base em ditames religiosos
Respeite a minha religião
A minha religião é baseada na consciência e não na genitália
Respeite a minha religião
A minha religião valoriza a observação científica e a moral humana, não em crenças supersticiosas e fanatismo violento.
Respeite a minha religião
A minha religião não permite a morte ou outro castigo por apostasia ou blasfêmia
Respeite a minha religião
A minha religião se opõe a invasão, estupro e roubo em nome de um deus.
Respeite a minha religião
A minha religião proíbe decapitação ou assassinato de seres humanos para se defender de insultos.
Respeite a minha religião
A minha religião valoriza a vida mais do que a morte e proíbe matar em nome da crença.
Respeite a minha religião
A minha religião não permite amputações das mãos por roubo ou apedrejamento por adultério.
Respeite a minha religião
A minha religião proíbe que os homossexuais sejam enforcados ou assassinados simplesmente por causa da sua orientação sexual.
Respeite a minha religião
A minha religião trata as crianças com bondade, amor e carinho,
Não ensinando-lhes a odiar a outros …
Respeite a minha religião
A minha religião não exige oração, uma vez, cinco vezes, ou qualquer outra quantidade de vezes por dia.
Respeite a minha religião
A minha religião não está interessada em controle mental, então o que você faz na privacidade de sua própria mente só depende de você.
Mas, a minha religião diz que tomar uma praça pública ou o local de trabalho para orar é antissocial, agressivo e desagradável.
Respeite a minha religião
A minha religião se opõe ao toque alto de sinos e gritos através de alto-falantes, atormentando os vizinhos e causando divisão.
Respeite a minha religião
A minha religião exorta as pessoas a expor e a falar contra a opressão, a censura, as violações dos direitos humanos e o abuso de animais, onde quer que eles possam ser encontrados, em qualquer cultura ou país e praticado por qualquer etnia ou religião.
Respeite a minha religião
A minha religião exige que as pessoas se oponham às crenças religiosas que são viciosas, odiosas, sexistas e violentas, independentemente da religião, fé, seita ou culto.
Respeite a minha religião
A minha religião exige dignidade e respeito pelo indivíduo, que é livre para acreditar ou desacreditar a qualquer momento, o contrário de ser forçado a aderir a uma determinada religião, usando de ameaças, violência e fogo do inferno.
Respeite a minha religião
A minha religião incentiva o canto, a dança, a alegria e a total liberdade para amar a vida.
Respeite a minha religião


https://youtu.be/3Dy1Z8IEjIg

Fonte: A Freethought Films production

In association with StellarHousePublishing.com