Diferenças entre a religião e a crença em Deus.

flores-e-borboletas-voandoPor Ana Burke

Deus surgiu quando surgiram os humanos e Deus é real para a maioria que precisa de uma explicação para os fatos, desagradáveis, ou agradáveis, que as consequências de “estar vivo” nos trás. Eu não vejo problema algum quando alguém que está sofrendo pede ou implora pela ajuda de Deus ou do seu deus. Temos milhares deles mas, Religião, é outra coisa.

Religiões são formadas por grupos sociais que se odeiam, que pregam um Deus formatado por humanos que descrevem as Suas vontades e leis em livros que são inculcados na mente das pessoas que acreditam serem estes sagrados e inspirados divinamente.

As religiões suprem a carência e necessidade do ser humano em estar em contato com outros seres humanos num grupo de pessoas que pensam iguais a ele.

Religiões cultuam o sacrifício humano; o sangue tem poder.

Religiões promovem o enriquecimento ilícito de algumas pessoas que tornam outras dependentes do sistema.

Religiões sustentam as guerras, destacam as diferenças sociais e tudo funciona na base de troca…e troca-se tudo. A religião é um negócio promissor para os estelionatários que exploram a fé que, para manter a todos bem “amarrados”, exige servidão e fidelidade incondicional.

Dentro de um Sistema Religioso, a caridade não é dirigida a todos indistintamente, ou funciona sem interesse – sem caridade não há salvação – e junto com a caridade, vem também a evangelização e a propaganda da igreja. Portanto, as religiões destroem algo que deveria ser praticado por todos os seres humanos e para beneficiar a todos os seres humanos indistintamente, de forma espontânea, e sem nenhum interesse, a não ser desejar ver a todos bem, e no mesmo patamar.

As religiões produzem pessoas conformistas e ao mesmo tempo perigosas e intolerantes, que não aceitam as diferenças, perseguem, torturam, e matam – não pelo seu deus – mas pela sua crença na sua religião, no seu doutrinador. A palavra doutrinado significa “que se domesticou; amestrado, ensinado” e o mesmo significado tem a palavra evangelizado ou catequizado.

Religiões não produzem livres pensadores mas, pelo contrário, perseguem os livres pensadores (alcunhados de “filhos de Satanás”, ou algo parecido).

No sistema religioso nenhum fiel se ofende quando é chamado de “ovelha” pelo seu doutrinador, um animal que não pensa, que segue e é criado para ser sacrificado…é lindo ser ovelha.

Religiões precisam de templos, muito ricos, adornados com requinte, e de onde os mendigos são expulsos das suas portas – quem não paga o dízimo não consegue os favores de Deus.

A crença em um deus, ou em Deus, não precisa estar atrelada a uma religião. Como pode o imperfeito (ser humano) ensinar o que, segundo consta, é “PERFEITO”? Afinal, a água limpa, pura e cristalina, quando em contato com o sujo ou imundo se torna suja e imunda. A “imperfeição” não entende coisa alguma sobre o que seja a “Perfeição”.

3 comentários sobre “Diferenças entre a religião e a crença em Deus.

  1. Não é o imperfeito que explica o perfeito , e sim o perfeito que explica o imperfeito e tenta corrigi-lo. Aceitas quem quiser. Deus é amor e também é justiça. Ele tem a vontade perfeita, e quer que os homens vivam esta vontade, se os homens não quer, Ele usa a sua vontade permissiva. Más há consequências.

  2. – AS DIFERENÇAS ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE;
    ( Prof. Dr. Guido Nunes Lopes )

    “A religião não é apenas uma, são centenas.
    A espiritualidade é apenas uma.

    A religião é para os que dormem.
    A espiritualidade é para os que estão despertos.

    A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
    A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.

    A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
    A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

    A religião ameaça e amedronta.
    A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

    A religião fala de pecado e de culpa.
    A espiritualidade lhe diz: “aprende com o erro”.

    A religião reprime tudo, te faz falso.
    A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!

    A religião não é Deus.
    A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.

    A religião inventa.
    A espiritualidade descobre.

    A religião não indaga nem questiona.
    A espiritualidade questiona tudo.

    A religião é humana, é uma organização com regras.
    A espiritualidade é Divina, sem regras.

    A religião é causa de divisões.
    A espiritualidade é causa de União.

    A religião lhe busca para que acredite.
    A espiritualidade você tem que buscá-la.

    A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
    A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

    A religião se alimenta do medo.
    A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.

    A religião faz viver no pensamento.
    A espiritualidade faz Viver na Consciência.

    A religião se ocupa com fazer.
    A espiritualidade se ocupa com Ser.

    A religião alimenta o ego.
    A espiritualide nos faz Transcender.

    A religião nos faz renunciar ao mundo.
    A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.

    A religião é adoração.
    A espiritualidade é Meditação. (*)

    A religião sonha com a glória e com o paraíso.
    A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

    A religião vive no passado e no futuro.
    A espiritualidade vive no presente.

    A religião enclausura nossa memória.
    A espiritualidade liberta nossa Consciência.

    A religião crê na vida eterna.
    A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

    A religião promete para depois da morte.
    A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

    #

    Mensagem enviada por Sandra Matarazo;

    Prof. Dr. Guido Nunes Lopes – Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Física pela Universidade Federal do Amazonas (FUAM, 1986), Mestrado em Física Básica pelo Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IF São Carlos, 1988) e Doutorado em Ciências em Energia Nuclear na Agricultura pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA, 2001).

    http://stelalecocq.blogspot.com.br/2013/10/as-diferencas-entre-religiao-e.html
    .

  3. RELIGIÃO
    INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
    Drauzio Varella A+a-

    Sou ateu e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religiosos.

    A humanidade inteira segue uma religião ou crê em algum ser ou fenômeno transcendental que dê sentido à existência. Os que não sentem necessidade de teorias para explicar a que viemos e para onde iremos são tão poucos que parecem extraterrestres.

    Dono de um cérebro com capacidade de processamento de dados incomparável na escala animal, ao que tudo indica só o homem faz conjecturas sobre o destino depois da morte. A possibilidade de que a última batida do coração decrete o fim do espetáculo é aterradora. Do medo e do inconformismo gerado por ela, nasce a tendência a acreditar que somos eternos, caso único entre os seres vivos.

    Todos os povos que deixaram registros manifestaram a crença de que sobreviveriam à decomposição de seus corpos. Para atender esse desejo, o imaginário humano criou uma infinidade de deuses e paraísos celestiais.

    Jamais faltaram, entretanto, mulheres e homens avessos à interferências mágicas em assuntos terrenos. Perseguidos e assassinados no passado, para eles a vida eterna não faz sentido. Não se trata de opção ideológica: o ateu não acredita simplesmente porque não consegue. O mesmo mecanismo intelectual que leva alguém a crer leva outro a desacreditar.

    Os religiosos que têm dificuldade para entender como alguém pode discordar de sua cosmovisão, devem pensar que eles também são ateus quando confrontados com crenças alheias.

    Que sentido tem para um protestante a reverência que o hindu faz diante da estátua de uma vaca dourada? Ou a oração do muçulmano voltado para Meca? Ou o espírita que afirma ser a reencarnação de Alexandre, o Grande? Para hindus, muçulmanos e espíritas esse cristão não seria ateu?

    Na realidade, a religião do próximo não passa de um amontoado de falsidades e superstições. Não é o que pensa o evangélico na encruzilhada, quando vê as velas e o galo preto? Ou o judeu quando encontra um católico ajoelhado aos pés da virgem imaculada que teria dado à luz ao filho do Senhor? Ou o politeísta, ao ouvir que não há milhares, mas um único Deus?

    Quantas tragédias foram desencadeadas pela intolerância dos que não admitem princípios religiosos diferentes dos seus? Quantos acusados de hereges ou infiéis perderam a vida?

    O ateu desperta a ira dos fanáticos, porque aceitá-lo como ser pensante obriga-os a questionar suas próprias convicções. Não é outra a razão que os fez apropriar-se indevidamente das melhores qualidades humanas e atribuir as demais às tentações do diabo. Generosidade, solidariedade, compaixão e amor ao próximo constituem reserva de mercado dos tementes a Deus, embora em nome d’Ele sejam cometidas as piores atrocidades.

    Os pastores milagreiros da TV, que tomam dinheiro dos pobres, são tolerados porque o fazem em nome de Cristo. O menino que explode com a bomba no supermercado desperta admiração entre seus pares, porque obedeceria aos desígnios do Profeta. Fossem ateus seriam considerados mensageiros de satanás.

    Ajudamos um estranho caído na rua, damos gorjetas em restaurantes nos quais nunca voltaremos e fazemos doações para crianças desconhecidas, não para agradar a Deus, mas porque cooperação mútua e altruísmo recíproco fazem parte do repertório comportamental não apenas do homem, mas de gorilas, hienas, leoas, formigas e muitos outros, como demonstraram os etologistas.

    O fervor religioso é uma arma assustadora, sempre disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso. Em vez de unir, ele divide a sociedade — quando não semeia o ódio que leva às perseguições e aos massacres.

    Para o crente, os ateus são desprezíveis, desprovidos de princípios morais, materialistas, incapazes de um gesto de compaixão, preconceito que explica por que tantos fingem crer no que julgam absurdo.

    Fui educado para respeitar as crenças de todos, por mais bizarras que a mim pareçam. Se a religião ajuda uma pessoa a enfrentar suas contradições existenciais, seja bem-vinda, desde que não a torne intolerante, autoritária ou violenta.

    Quanto aos religiosos, leitor, não os considero iluminados nem crédulos, superiores ou inferiores, os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.

    Publicado em 23/04/2012

    http://drauziovarella.com.br/drauzio/intolerancia-religiosa/
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