Frenologia: Pseudociência na qual se baseou Kardec para dividir os humanos em superiores e inferiores

Phrenology-journal

Perfectibilidade da raça negra

Allan Kardec ele se baseou na “FRENOLOGIA” para classificar e dividir a humanidade chamando alguns de evoluídos espiritualmente e a outros de atrasados espiritualmente. A conclusão dos trabalhos de Kardec foi que, segundo ele, o único povo evoluído espiritualmente ou mais adiantados no planeta é o povo europeu que ele chama de “raça caucasiana” ou “raça Adâmica”, isto é, os europeus são descendentes diretos de Adão, sendo todos os outros povos do planeta “INFERIORES” aos europeus. Isto prova a ignorância, maldade e charlatanismo de Kardec quando divide a humanidade chamando alguns de humanos enquanto iguala outros a animais irracionais. Sobre as origens do povo europeu, e ignorância histórica de Kardec é patente porque, se Adão e Eva tivessem existido, eles seriam negros, e a própria bíblia confirma isto.
Ele cita mais especificamente, os indígenas, os negros e os asiáticos como sendo inferiores.
Kardec se baseou numa pseudociência chamada FRENOLOGIA para confirmar o seu racismo elegendo os brancos como seres humanos superiores no planeta, o que podemos verificar em suas próprias falas.

Segundo Kardec:


“A raça negra é perfectível? Segundo algumas pessoas, esta questão é julgada e resolvida negativamente. Se assim é, e se esta raça é votada por Deus a uma eterna inferioridade, segue-se que é inútil nos preocuparmos com ela e que devemos nos limitar a fazer do negro uma espécie de animal doméstico, preparado para a cultura do açúcar e do algodão. Entretanto a Humanidade, tanto quanto o interesse social, requer um exame mais cuidadoso. É o que tentaremos fazer. Mas como uma conclusão desta gravidade, num ou noutro sentido, não pode ser tomada levianamente e deve apoiar-se em raciocínio sério, pedimos permissão para desenvolver algumas considerações preliminares, que nos servirão para mostrar, mais uma vez, que o Espiritismo é a única chave possível de uma multidão de problemas, insolúveis com o auxílio dos dados atuais da Ciência. A FRENOLOGIA NOS SERVIRÁ DE PONTO DE PARTIDA.”
Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos ANO V ABRIL DE 1862 No 4

O QUE É FRENOLOGIA

  1. A Frenologia não deve ser confundido com Fenologia.
  2. A Frenologia também não pode ser confundida com craniometria (medida ou tamanho do crânio, peso e forma)
  3. A Frenologia também não pode ser confundida com a Fisionomia (estudo das característcas faciais)


O que quer dizer “Frenologia”?

Freno = mente e logos = conhecimento. Portanto, Frenologia seria o conhecimento da mente. Mas foi considerada uma pseudociência. Pseudo=Falso + Ciência, ou seja: Frenologia é uma Falsa Ciência.

A Frenologia foi desenvolvida pelo médico Franz Joseph Gall, em 1796 e ele se baseava nas medidas do crânio humano, afirmando que o cérebro seria um órgão da mente e possuía determinadas áreas específicas ou módulos que determinam o caráter e moral das pessoas.

A frenologia não se limitou às pessoas comuns e ambos, rainha Victoria e o príncipe Albert, convidaram George Combe, uma dos maiores propagadores da frenologia, para ler as cabeças de seus filhos.

A Frenologia foi desacreditada como uma teoria científica na década de 1840 devido a uma quantidade crescente de evidências contra a a mesma.

Os frenologistas nunca foram capazes de chegar a um acordo sobre os fundamentos mais básicos quanto ao número de órgãos mentais que vão de 27 a mais de 40, assim como, também, nunca foram capazes de localizar os órgãos mentais e, ao invés disso, eles praticavam leituras cranioscópicas do crânio para encontrar os locais dos órgãos.

Jean Pierre FLOURENS realizou experiências com pombos e comprovou que os supostos órgãos de Gall eram imaginários. A popularização da Frenologia resultou na sua simplificação e na mistura de seus princípios com fisionomia, que, desde o início foi rejeitado por Gall como um indicador de personalidade.

A frenologia desde o seu início foi continuamente acusada por promover o materialismo e o ateísmo, e de ser destruidora da moralidade. Estes foram os fatores que levaram à queda da frenologia. No Século 20 renasceu a frenologia por causa dos estudos de evolução, criminologia e antropologia

O psiquiatra Bernard Hollander (1864-1934) introduziu uma abordagem quantitativa para o diagnóstico frenológico, definindo um método para a medição do crânio, e comparando as medições com valores estatísticos.

Na Bélgica, Paul Bouts (1900-1999) começou a estudar frenologia a partir de uma formação pedagógica, utilizando a análise Frenologica para definir um indivíduo em pedagogia. Bouts, um sacerdote católico romano, propagou a frenologia, principalmente no Brasil e Canadá, onde fundou institutos para caracteriologia. Ele publicou um trabalho, que examina o tema da paleoantropologia e desenvolveu uma estudos em teleológica e ortogenetica com vista a um aperfeiçoamento na evolução, desde as paleo-encefalicas formas do crânio de homem pré-histórico, que ele ainda considerava prevalente em criminosos e selvagens, em direção a uma forma superior de humanidade, perpetuando assim problemática racialização da frenologia da estrutura humana. Bouts morreu em 7 de março de 1999, após o que o seu trabalho foi continuado pela fundação holandesa PPP (Per Pulchritudinem em Pulchritudine ), e operado por Anette Müller, um dos alunos de Bouts.

  • Durante os anos 1930 as autoridades coloniais belgas em Ruanda usava a frenologia para explicar a chamada superioridade dos tutsis sobre hutus.
  • Em seu livreto frenologia e outras ciências, C.W. Le Grand, presidente da British Phrenological Society 1958 – 60 expressou a sua frustração com os mal-entendidos e deturpações sobre a Frenologia: “Tantas noções erradas e idéias errôneas existem a respeito da frenologia, e tão bruta tem sido as suas deturpações, que muitas pessoas atenciosas a rejeitaram logo de cara.
  • Em 2007, o Estado norte-americano de Michigan incluíu a frenologia em uma lista de serviços pessoais sujeitos a imposto sobre vendas. 

Algumas pessoas tem usado a frenologia como justificativa para consagrar a superioridade européia em relação a todas as outras raças, que segundo eles, são “inferiores” e assim, através de comparação de crânios de diferentes grupos étnicos se afirmam como sendo evoluídos.

Broussais, um discípulo de Gall, proclamou que os caucasianos era a raça “mais bonita”, enquanto povos, como o aborígenes da Australia e maori nunca iriam se tornar civilizados, uma vez que não tinham nenhum órgão cerebral próprio para a produção de obras de arte.

Surpreendentemente alguns Frenologistas argumentaram contra a emancipação dos escravos. Em vez disso, eles argumentaram que, por meio da educação e da miscigenação dos povos “inferiores”, estes poderiam melhorar. Outro argumento foi que a desigualdade natural das pessoas poderia ser usada para situá-las em um lugar mais adequado na sociedade.

Estereótipos de género também era comuns. Os Frenologists sustentavam que não existiam mulheres talentosas.

Tradução: Ana Burke

Fontes que podem ser consultadas:
Lyons 2009
1833, The American Journal das Ciências Médicas , Sociedade Sul para a investigação clínica
Pärssinen 1974 , p. 1.
McGrew 1985 , p. 259
Staum 2003
Staum 2003
Hollander, Bernard (1891). “Uma Contribuição para a frenologia Científica” . O Jornal do Instituto de Antropologia da Grã-Bretanha e da Irlanda 20 : 227-234 .Retirado 10 de junho 2012
Rea, Lisa. “Aplicando a Justiça Restaurativa para o genocídio em Ruanda” . Retirado 10 de junho 2012 .
CW Le Grand – frenologia e outras ciências – London, British Phrenological Society, sem data
“lista alargada de serviços afetados pelo novo imposto” . Mlive.com . Associated Press . 03 de outubro de 2007 . Retirado 2013/01/04 .
http://en.wikipedia.org/wiki/Phrenology

5 comentários sobre “Frenologia: Pseudociência na qual se baseou Kardec para dividir os humanos em superiores e inferiores

  1. Olá! Fiquei bastante intrigada com seu texto, pois conheço muitas obras de Kardec e sempre o considerei bastante coerente e muito cauteloso em suas conclusões. Resolvi pesquisar sobre essa matéria escrita por ele na Revista Espírita e, finalmente, encontrei um artigo que esclarece alguns pontos citados em sua postagem. Se me permites, gostaria de deixar aqui o link para os interessados, pois me foi de muita valia e, creio, pode ser também para você e para qualquer outro leitor: http://www.apologiaespirita.org/apologia/artigos/025_O_polemico_texto_de_Kardec_sobre_a_raca_negra.pdf

    Entendo perfeitamente sua posição em criticar o texto de Kardec, pois fora do contexto da época ele parece mesmo extremamente racista. Mas agora, com as devidas explicações, não vejo mais razões para julgar tão duramente o escrito e a Doutrina Espírita. Com um estudo mais desarmado do Espiritismo é fácil perceber que trata-se de um caminho de autoconhecimento e amor, que não instiga combates, mas sim a paz e o respeito, além da constante busca pelo aprendizado.

    E, ao contrário do que foi citado em outro artigo seu, nós espíritas não julgamos que aqueles que sofrem devem continuar sofrendo e nós não devamos ajudá-los. Aquele que tem uma lâmina fincada em sua perna deve esforçar-se para retirá-la? Sim! E se eu puder ajudá-lo nisso, assim farei? Claro! A caridade é uma virtude ativa.

    De certo modo, por muito tempo concordei com sua afirmativa de que os espíritas faziam caridade por “interesse na salvação” e não por uma bondade genuína. Até que, com o tempo, o estudo e a prática, entendi que, no início, alguns podem sim mover-se de forma arrastada, porque ainda possuem um coração endurecido. Fazer o bem, às vezes, pode causar enfado e cansaço, vamos porque sabemos que é necessário. Mas depois, não há dúvida, ainda não inventaram melhor salário: é a alegria de um sorriso, um afago no peito que aquece a alma, sabe? É assim que aprendemos que o bem é maior para quem o faz, e não para quem o recebe. E existe urgência, muitos precisam, e se eu tenho algo a oferecer, por que não?

    Muitos espíritas são engajados em atividades sociais independentes, não ligadas ao Espiritismo, pois o Bem é contagiante e tem que ser feito em toda parte, para muito além de bandeiras e títulos.

    Sou plenamente a favor de tudo que promova positividade, atitudes que beneficiem o meio ambiente e a sociedade. Sou espírita, mas poderia não ser, porque isso não me define. Tenho muitos exemplos de como a religião é maléfica ao ser humano e sonho com o dia em que ela não mais existir. Defendo apenas que o caráter é o que importa, todo o resto é acessório. Um dia não precisaremos de religiões para lembrarmos de sermos gentis e respeitarmos o nosso próximo. Muitos ainda precisam, cada um tem seu tempo. Talvez você esteja num patamar mais avançado e cultive o bem genuinamente sem pertencer a nenhum grupo específico e isso é fantástico, não pare, o mundo precisa de seres pensantes e ativos no bem.

    Não quis, com o meu comentário, causar nenhum desconforto a você, peço desculpas se causei. Apenas achei prudente deixar um contraponto na argumentação, estaria sendo omissa se ignorasse. Se não consegui modificar em nada a sua visão sobre o Espiritismo, sinto muito, minha intenção foi que você pudesse dar uma nova chance a essa Doutrina. Infelizmente eu sei que existem muitos espíritas que não estudam da forma indicada, ficam retidos apenas ao conteúdo limitado de palestras e acabam disseminando “verdades incompletas” por aí. Não que eu seja uma grande estudiosa da Doutrina, ainda tenho muito a aprender e, certamente, hoje aprendi bastante com você, pois lendo suas críticas consegui encontrar respostas que me fizeram reforçar ainda mais a minha escolha em ser espírita. Kardec dizia: “espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento. Instrui-vos, eis o segundo.” E ele também afirmou que deveríamos SEMPRE questionar tudo que lêssemos, inclusive as obras básicas. Elas não são detentoras da verdade absoluta, muito ainda viria a ser descoberto depois, mas é fato que estavam bem além de seu tempo. E vale lembrar que Kardec jamais ousou nomear-se o criador do espiritismo. A obra não foi dele, mas sim de muitos Espíritos que se comunicaram em vários países e ele foi organizando as respostas e montando, de forma lógica, o conteúdo recebido. A metodologia seguiu perfeitamente o método científico e ele nunca se ateve a um único médium (passível de animismo). Sempre verificava o conteúdo das mensagens através da intermediação de muitos médiuns, provenientes de muitos países. Enfim, poderia ficar horas digitando sobre o assunto, que me é de extremo interesse, mas o sono está batendo (talvez eu tenha errado a escrita de algumas palavras e cometido erros de concordância por conta disso tbm rs), é preciso ceder em algum momento, já que são quase 5 da manhã… =x

    O comentário parece que ficou maior do que seu post, consegui essa proeza? haha Meu Deus, era pra ser só a indicação do link…tsc… Me excedi, peço desculpas novamente.

    Estou à disposição para conversas saudáveis e troca de ideias, tá?
    Não tenho qualquer intenção de fazer prosélito, mas gosto muito de conversar sobre a doutrina dos Espíritos e, caso queira indicação de livros, tenho alguns que, pelo que vi em seus posts, você poderia se interessar, sobre ufologia e assuntos afins. ^-^

    E se nada disso for verdade? E se Kardec foi um impostor muito talentoso?
    Ainda assim, ser espírita me fez evitar o suicídio e é o que me incentiva a estudar e crescer, tanto moralmente quanto intelectualmente. Essa doutrina só me fez bem, então prefiro continuar acreditando nisso do que no Nada após a Morte.

    Um abraço fraterno e uma ótima semana!
    Muita paz e Luz!

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