Juliano, o Apóstata

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Por Ana Burke

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Segundo Juliano, o Apóstata, os gregos inventaram estórias monstruosas associadas aos seus deuses e deusas que foram copiadas pelos Romanos mas, segundo ele, nenhuma estória monstruosa conseguiria suplantar a monstruosidade das fábulas plagiadas pelos galileus. E ele estava certo, e podemos constatar isto analisando a história do Judaísmo, cristianismo e islamismo, que assumiram como verdade tudo o que de pior havia em matéria de costumes selvagens advindos de vários povos e, como consequência, a partir da implantação destas religiões, o mundo parou, no tempo e no espaço, cedendo lugar para as trevas.
Os cientistas passaram a ser comprados, subjugados ou mortos e os filósofos honestos e com pensamento livre, não incentivadores de interesses religiosos foram calados por muitos séculos só reaparecendo devido à serem incentivados pela valentia e determinação de Voltaire. O mundo que antes foi construído pelos negros ficou branco e tudo ficou branco como se os brancos tivessem existido desde sempre. As obras de arte dos negros foram falsificadas e tomaram a cor branca e até eles mesmos passaram a ser pintados de branco. Os grandes feitos dos negros passaram a ser grandes feitos dos brancos. Todas as deusas existentes no mundo antigo foram assassinadas, e todos os feitos importantes, realizado por mulheres, foram apagados da história. Os trajes modernos, as jóias e a aparência jovial das egípcias (os egípcios eram negros) foram substituídas por vestimentas vergonhosas que tiraram completamente a individualidade e personalidade das mulheres no mundo muçulmano e hebráico. Quanto às mulheres cristãs passaram a usar os famosos vestidos pretos ou completamente fechados e a lei era fazer com que se sentissem realmente inferiores. A esplendorosa Ísis, rainha dos céus, e mãe de Horus, se transformou em Maria, cabeça baixa e serva de Deus, serva dos homens e apenas um vaso apenas usado para que nele crescesse o filho de Deus homem.. Na imaginação do analfabeto funcional, Deus fez o homem sem nenhuma participação da mulher, assim como Deus fez Jesus Cristo.

Com o tempo os trajes femininos ganharam cores, mas os vestidos continuaram compridos e armados, só mudando um pouco com o advento do cinema. Hoje em dia existe uma liberdade relativa, mas entre os muçulmanos, a imposição do uso da burqa, Hijab, Niqab e o Tchador ainda mostram claramente a situação de inferioridade da mulher em relação ao homem, o que não significa que as mulheres ocidentais sejam livres.

Todas as religiões, e nenhuma escapa, constroem mulheres inferiores e ensinam que o mundo é dos homens, os deuses são masculinos, a maioria dos sacerdotes são homens e mesmo quando existem mulheres estas estão sujeitas ao controle dos homens. Muitas religiões ainda adotam a poligamia e as esposas são, preferencialmente, meninas já que crianças são mais indefesas, mais obedientes e podem ser submetidas mais facilmente aos delírios masculinos. São apenas objetos sexuais, passivas, proibidas de se desenvolver como pessoa, não podem decidir coisa alguma, o nível educacional é baixo ou zero, não têm direito a ter direitos e, em algumas culturas estas são apedrejadas por qualquer motivo se não forem obedientes em tudo. Para a maioria masculina, a avó é inferior, a mãe é inferior, a irmã é inferior, a filha é inferior e o estranho é que estes homens pensam que um ser inferior pode gerar um ser superior (eles).

Manter as mulheres passivas, totalmente sem cultura, e com nível educacional deficiente, não me parece a melhor política para construir pessoas civilizadas e independentes, o que nos leva a concluir que a humanidade está composta, cada vez mais, por bárbaros, ignorantes, servos, escravos e isto é muito simples de compreender o porque? Ignorantes fazem qualquer coisa pelo seu Senhor já que a fé impede o raciocínio. Ignorantes não sabem o que fazem e apenas obedecem. Nas guerras esta turba adestrada pelas igrejas torturam e matam muito mais eficientemente em homenagem ao seu Senhor. Pessoas cultas e esclarecidas não foram feitas para matar mas para curar os ignorantes das suas doenças quando Jesus não consegue, ou Deus tarda.Pessoas esclarecidas e sábias não foram feitas para as guerras.

Inculcou-se nas mentes afetadas pela ignorância que a rainha Cleópata era devassa, uma prostituta, porque se apaixonou por dois homens, Marco Antônio e Julio César, mas que o suposto rei salomão com suas setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas era um herói, uma pessoa perfeitamente normal e um exemplo a ser seguido.

O que acontece na verdade é que os homens morrem de medo, são inseguros e quanto maior o número de mulheres maior a possibilidade de que alguma delas o faça criar um filho de outro homem, e se estas saem do seu controle só a violência pode resolver a situação do infeliz “ser superior”.

As religiões e alguns governos aprovam a poligamia por motívos óbvios, crescimento da população subjugada ao sistema dominante, econômico, financeiro e religioso que usam estas pessoas para se manterem no poder. Mais pessoas no planeta, maior a ignorância, a miséria, a fome e as doenças e logo, Deus é necessário na vida dos selvagens, fracos, oprimidos e doentes.

O pensamento é que, para sustentar a elite, matar ou morrer, a instrução é algo desnecessária.

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