O Cristianismo e a Escravidão 

A Igreja Católica autorizou e incentivou a escravidão, assim como também traficava escravos para as américas. Nos Estados Unidos a participação das Igrejas protestantes e Calvinistas foi marcante e “grandes” homens de Igrejas do Sul, como o Dr. James Thornwell, presbiteriano, Dr. Richard Furman e Dr. Fuller, batistas, bispo Stephen Elliott, episcopal, e Bishop James O. Andrew, Metodista, LIDERARAM A LUTA A FAVOR DA ESCRAVIDÃO. 


Os clérigos do Sul basearam seu argumento diretamente sobre as Escrituras. Eles apontaram que o Antigo Testamento especificamente defendia a escravidão, tanto em função do pecado e sobre a base das relações com os pagãos. Estes são os textos bíblicos usados:

“E ele disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos.” (Gn 9:25).

“E quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das nações que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas.
Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós, deles e das suas famílias que estiverem convosco, que tiverem gerado na vossa terra; e vos serão por possessão.
E possuí-los-eis por herança para vossos filhos depois de vós, para herdarem a possessão; perpetuamente os fareis servir; mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não vos assenhoreareis com rigor, uns sobre os outros.” Levítico 25:44-46

Assim, eles argumentaram que a Bíblia confirmou a compra, venda e posse de escravos, desde que eles não eram cristãos e de uma raça diferente. Em vão os cristãos do Norte argumentaram que a passagem era aplicada apenas para o povo judeu em sua condição particular. Os sulistas responderam que Jesus NÃO condenou a escravidão em nenhum lugar, nem nunca falou uma palavra contra ela. Paulo chegou ao ponto de enviar um escravo de volta ao seu mestre. Se a escravidão era um mal ou pecado, não teria Jesus ou Paulo condenado a escravidão?


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Bula Papal autorizando a escravidão


A Dum Diversas é uma bula papal publicada em 18 de junho de 1452 pelo Papa Nicolau V, dirigida ao rei Afonso V de Portugal, e acreditada por muitos ter inaugurado o comércio de escravos africanos. Nesta bula ele autoriza Afonso V de Portugal a conquistar sarracenos e pagãos e a fazer deles escravos perpétuos. Esta bula foi reiterada pelo papa Calisto III em 1456 e renovada pelo Papa Sisto III em 1481 e o Papa Leão X, em 1514. O conceito da remessa de esferas de influência exclusivas a determinados Estados-nação foi estendido para a América em 1493 pelo Papa Alexandre VI.
Dum Diversas foi uma bula, com poder geográfico essencialmente ilimitado na sua aplicação, talvez o mais importante ato papal relativas à colonização Portuguesa, afirmando o seguinte:Nós concedemos a você [Reis de Espanha e Portugal] por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo onde quer que eles podem estar, bem como os seus reinos, ducados, condados, principados e outras propriedades […] e reduzir suas pessoas à escravidão perpétua.Em 8 de Janeiro de 1455, o papa Nicolau V esclareceu um problema, surgido entre os Portugueses e espanhóis, sobre quem seria o dono das Ilhas Canárias, decidindo esta questão a favor dos portugueses, na bula “ROMANUS PONTIFLEX” onde reafirma tudo o que foi dito na bula “DUM DIVERSAS”. E nesta bula, o papa também sancionou, isto é, deixou bem claro, que os Portugueses devem realizar a compra de escravos negros ao longo da costa africana usando forca ou trocando-os por mercadoria.

“Desde então, além disso, muitos homens da Guiné e outros negros, tomados à força, e alguns pela permuta de artigos não proibidos, ou por outros contratos legais de compra, têm sido enviados para os ditos reinos. Um grande número destes tem sido convertidos à fé Católica, e isso é desejável, através do socorro da misericórdia divina, e se tal progresso for continuado com eles, também aqueles povos serão convertidos para a fé ou pelo menos as almas de muitos deles serão ganhas para Cristo.”

Os negros cristãos são completamente não conhecem a sua própria história e a história dos seus antepassados. Os negros um dia foram faraós e dominaram o mundo. Foram feitos escravos e a maioria continuam escrava, mudaram de dono e agora pertencem ao deus de Israel e aos judeus.

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4 comentários sobre “O Cristianismo e a Escravidão 

  1. Infelizmente hoje os brancos tem que pagar pelo mal praticado pelos nosso antepassados, como se o argumento falho e sem sentido de dívida histórica fosse válido… tem muitos negros que tudo fariam para ter um escravo branco, estamos longe de ser uma sociedade sem racismo, pelo contrário, ele está sendo fomentado por ambas as partes dessa vez, não só de um dos lados como era na época da escravidão.

  2. Muito bom o texto.

    Eu sou cristão, porém sou bem aberto a estas questões sociais pois Deus não faz acepção de pessoas, ele ama a todos e veio para todos.

    Infelizmente o homem usa a religião pata matar oprimir em busca de seus próprios interesses.

  3. 1 – Em 13 de Janeiro de 1435, através da bula Sicut Dudum, o papa Eugénio IV mandou RESTITUIR À LIBERDADE os cativos das ilhas Canárias.

    2- Em 7 de setembro de 1462, o papa Pio II (1458-1464) deu instruções aos bispos contra os tratamentos dos negros proveniente da Etiópia condenando o comércio de escravos como magnum scelus (grande crime)

    3- Em 1537, o papa Paulo III (1534-1549), através da bula Sublimus Dei (23 de Maio) e da encíclica Veritas ipsa (9 de Junho), lembrava aos cristãos que os índios “das partes ocidentais, e os do meio-dia, e DEMAIS GENTES”, eram SERES LIVRES POR NATUREZA.

    4- Em 1571 Tomás de Mercado, TEÓLOGO DE SEVILHA, declarava DESUMANA E ILÍCITA A TRAFICÂNCIA DE ESCRAVOS. Em sua Summa de TRATOS Y CONTRATOS, este autor afirmava não haver justificativa para negócio tão infame.

    5- O papa Gregório XIV (1590-1591) publicou a CUM SICUTI (1591) condenando a escravidão.

    6- O papa Urbano VIII (1623-1644), também se pronunciou contra a escravidão na COMMISSUM NOBIS (1639).

    7- O papa Bento XIV (1740-1758) na Bula IMMENSA PASTORUM escreveu:

    “…recebemos certas notícias não sem gravíssima tristeza de nosso ânimo paterno, depois de tantos conselhos dados pelos mesmos Romanos Pontífices, nossos Predecessores, depois de Constituições publicadas prescrevendo que aos infiéis do melhor -modo possível dever-se-ia prestar trabalho, auxílio, amparo, não descarregar injúrias, não flagelos, não ligames, NÃO ESCRAVIDÃO, não morte violenta, sob gravíssimas penas e censuras
    eclesiásticas…”

    8- O papa Gregório XVI (1831-1846) ao publicar a bula IN SUPREMO (1839) condenou a escravidão da seguinte forma:

    “Admoestamos os fiéis para que se abstenham do desumano tráfico dos negros ou de quaisquer outros homens que sejam…”

    9- Em 1888, o Papa Leão XIII, na encíclica IN PLURIMIS, dirigida aos bispos do Brasil, pediu-lhes apoio ao Imperador (Dom Pedro II) e a sua filha (Princesa Isabel), na luta que estavam a travar pela abolição definitiva da escravidão.

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