Religião: será possível defini-la?

1 – Uma descrição possível

Por “Religião” pode considerar-se um grupo humano, mais ou menos alargado, que siga uma tradição oral e/ou escrita pela qual se relaciona com um mundo espiritual e superior que é controlado por uma ou mais divindades.

2 – Uma tentativa de definição:

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa – sem acordo ortográfico (Infopédia[1]),”Religião” é a crença na existência de um poder sobre-humano e superior do qual o homem se considera dependente” ou o “conjunto de preceitos, práticas e rituais pelos quais se manifesta essa crença”.

A tradição latina sustentou, por longo tempo, a opinião do grande orador, filósofo e político, Marco Túlio Cícero (106-43 a. C.), segundo a qual a palavra “Religião” (Religio) derivaria do verbo re-légere o que, em português, teria dado “re+ler” ou “interpretar ao pé da letra” e que, por extensão da ideia, viria a significar uma cuidadosa reconsideração e profunda concentração da mente em estudo que reclama respeito e reverência. Encontrar-se-ia, então, nesta etimologia ciceroniana a base de os latinos terem sido identificados como “aqueles que liam e reliam os Escritos das suas Tradições Sagradas”, para deles retirarem ensinamentos salvíficos.

Diferentemente desse autor latino, viria três séculos depois (250-320 d.C.) um escritor cristão, chamado Lactâncio[2], com a opinião de que o mesmo vocábulo “Religio” (Religião) procederia do verbo latino re-ligare, “tornar a ligar; amarrar de novo” e não de re+légere.

De acordo, pois, com a hermenêutica de Lactâncio, religião tratar-se-ia de “um “religamento” ou “reatamento”. Esta ideia de religamento só poderia basear-se na suposição de que a religião servia para reatar as relações entre o homem e a divindade, relações essas que se supunha terem sido interrompidas em tempo indeterminado. Pelo menos é isto que supõe o significado de “reatamento” que tem na sua raiz o verbo “Re+ligare”.

Modernamente, o nosso contemporâneo Norbert Schiffers (1970, pp. 246-259), teólogo, antropólogo e estudioso das religiões, começa por admitir e afirmar que definir o que seja a religião não é um trabalho fácil, mas árduo: There can be no easy-going approach to the subject of religion today, above all if one considers it the quintessence of one’s relationship to God.
Nega, porém, que a noção de religião seja apenas puramente abstracta e não possam verificar-se as suas formas concretas.
Esclarece e exemplifica que, no campo do Estudo das Religiões, a Filosofia das Religiões tem considerado, oito métodos apropriados para encontrar critérios formais e matérias para uma definição de Religião. Eis como ele os enumera e critica:

1º O método da abstracção (ou subtracção): este método prescinde de todas as particularidades de cada religião individualmente tomada, para obter a essência da religião.

Crit.: Este método, segundo o nosso autor, não traz contribuição alguma valiosa para a compreensão das atitudes concretas religiosas.
2º Método aditivo: este método procura construir a essência de religião a partir da combinação das afirmações assertivas/positivas de todas as religiões.
Crit.: Este método ignora o facto de que a essência de religião não é obtido imediatamente com a adição de todas as notas positivas. Deve existir, a priori, uma noção que seja capaz de distinguir entre o que é essencial e o que é acidental.
3º Método de subtracção: Apesar do método aditivo ter trazido alguns progressos, o Racionalismo excluiu as religiões históricas destas considerações, supondo-as em decadência, pelo que seria necessário procurar a verdadeira e genuína essência, na verdade espiritualizada da religião.
Crit.: A religião que daí resultaria seria tão inútil que não poderíamos explicar como é que a religião é historicamente relevante e aplicável aos homens.
4º Método da identidade: Este é, praticamente, não-histórico e é aquele mais usado pela ortodoxia tradicionalista e por algumas seitas.
Crit.: Este método mantém que a essência de religião é de uma vez por todas e permite que não haja variações de expressão, tanto no tempo, como no espaço.
5º Método de isolamento: A partir de Schleiermacher[3], de Otto[4] e de Nygren[5], houve a tendência de isolar um certo aspecto da religião, como por exemplo: a experiência religiosa, o sentimento, o sagrado. Isto tornou-se o motivo da religião e o motivo foi identificado com a essência.
Schleiermacher, depois de escrever obras dedicadas à exegese do Novo Testamento (Introdução e Interpretação), à Ética, à Teologia Dogmática, à Prática, à História da Igreja e da Filosofia, à Psicologia, à Dialéctica, etc., preparou a célebre obra Der christliche Glaube nach den Grundsätzen der evangelischen Kirche que foi publicada em 1821 – 1822[6].

Nesta obra defendeu que, a Teologia Dogmática tradicional protestante assentava no princípio, tido como fundamental, de que o homem sentia a religião, não apenas como um sentimento interior (vivendo numa absoluta dependência de Deus), mas também que tal ideia tinha sido transmitida pela Igreja como tendo sido inculcada desta forma por Jesus. Tal doutrina remetia para segundo plano os ensinamentos autênticos das Sagradas Escrituras, assim como a compreensão racional dos factos com elas relacionados.

Religião, por conseguinte, nessa Teologia não passava de uma simples descrição dos sentimento religiosos ou da vida interior da alma nas suas relações com Deus e estes factos internos eram vistos nos vários estádios do seu desenvolvimento e apresentados numa sistematização bem orquestrada.

Portanto, o desejo do trabalho de Schleiermacher foi a de reformar essa teologia protestante e a de colocar um fim à irracionalidade e superficialidade, tanto do super naturalismo, como do racionalismo e de libertar a religião e a teologia da dependência que sentia em relação aos sistemas filosóficos, perpetuamente em mudança.

Crit.: As vantagens deste método consistiram em terem concentrado motivos chamarizes para a educação religiosa. Mas tal contributo nada adiciona à noção de religião. Isto exclui as motivações de outras religiões, tais como a razão que é também parte da religião.
6º Método evolucionista: Este método que foi usado por Ludwig Andreas von Feuerbach (1804-872), Sigmund Freud (1856-1939) e Carl Gustav Jung (1875-1961) e que se chama método evolucionista ou genético, assume que no ponto crucial do desenvolvimento individual e sociológico, os fenómenos não-religiosos mudam a religião. É o momento em que o indivíduo não pode mais suportar a sua dependência, ansiedade e pobreza. Ele cobre, então, essa miséria por meio de uma projecção do poder divino que o premiará na outra vida. Tal atitude fez dizer ao célebre filósofo e antropólogo alemão, Feuerbach que “o homem pobre tem (dentro de si) um homem rico”.
Crit.: Este método pode ter um valor terapêutico, mas foi desafortunadamente generalizado como sendo um mandatário pedagógico, sob a ilusão de que o homem religioso tem de ser libertado da sua própria alienação através da supressão da religião. Daqui surgiu a definição que foi dada à religião como “ópio do povo”, o que, na verdade, não passa de uma falso dogmatismo falho de esperança.
7º Método de interpretação: A filosofia gnóstica e, mais tarde Hegel viram a religião como a confidente na transcendência do verdadeiro ser e na dedicação a essa transcendência. A sua atitude é positiva, mas sustentam que essa confiança e dedicação aparecem unicamente depois que a razão tomou o lugar do seu “prelúdio”, a religião. Assim os Gnósticos sustêm que a interpretação de religião se encontra apenas no conhecimento filosófico. Tal asserção levou Søren Aabye Kierkegaard[7] a afirmar que a religião é um asilo para os homens de mente débil, ressuscitando o axioma de Baruc Espinosa[8] que já tinha dito: Deus é o asilo da ignorância e Albert Einstein viria, mais tarde (1879 – 1955), dizer, por meio desta frase:
A palavra Deus, para mim, é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana; a Bíblia, uma colecção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis[9].
Crit.: Seja como for, é impossível mostrar porque é que somente a razão pode levar à libertação das limitações e à verdadeira comunicação.
8º Método funcional: Este método conjuga a aproximação e notas históricas com as componentes funcionais, que, na sua opinião, mudam com a mutação dos tempos.
Crit.: Este método, porém, não oferece um princípio estrutural que se encontre na base dessas unções e, além disso é incapaz de excluir um número de funções que estão associadas à religião mas que podem ser objecto de reformas.
Depois de todos estes oito métodos, o autor conclui que nenhum deles pode mostrar o que seja suficiente para determinar os verdadeiros critérios para formar uma verdadeira definição de religião. E, por isso, depois de admitir que a interpretação etimológica antiga e tradicional de religião continua a ser a mais seguida, termina por dizer:
Religion” comes from the Latin religio, which describes the religious act, the three verbs relegere, religare and re-eligere being possible derivations” (Vol. 3, pp. 246s).

Segundo este último autor a palavra “Religião” poderá derivar de Re+eligere (re+eleger ou tornar a eleger) o que introduz ama nova ideia, isto é a ideia de uma “eleição” que é reatada ou “retomada”.

Battista Mondin, (1980, p.87), por sua vez, define a religião a partir do acervo de conhecimentos e da multiplicidade de acções e de estruturas de que se compõe pelos quais expressa a sua dependência e veneração em relação ao sagrado e pelos quais se torna e manifesta dependente relativamente a esse mesmo sagrado[10].

Otto Maduro (1983, p. 31), desejando definir “Religião” sob o aspecto sociológico e reconhecendo, no entanto, as limitações que a mesma inclui, partiu para uma outra possibilidade, definindo-a como uma estrutura de discursos e práticas comuns a um grupo social, referentes a algumas forças (personificadas ou não, múltiplas ou unificadas) tidas pelos crentes como anteriores e superiores ao seu ambiente natural e social, frente às quais eles expressam certa dependência (ex. o serem criados, governados, protegidos, ameaçados etc.) e diante das quais se consideram coagidos a um certo comportamento em sociedade com seus ‘semelhantes'”. Diga-se, de passagem, que tal tentativa tem a vantagem de fazer ressaltar a componente sociológica de religião[11].

3- Religião definida em relação às Culturas

Modernamente tem-se reflectido na Religião mais sob o aspecto sociológico, considerando-a como um acesso simbólico ao “fundamento” das culturas e como memória destas mesmas (Teixeira, 2006, p.19-29).Num tempo em que muito se tem falado e escrito sobre a interculturalidade, devido ao fenómeno, por todos conhecido, dos deslocamentos contínuos das populações dos diversos povos e continentes, a Religião da cada grupo étnico ou povo serve-lhes como ponto de referência para se situarem no novo meio ambiente em que se encontram e que, por vezes, lhes é bastante adverso. Basta considerarmos que, na maioria dos casos nos referimos a esses povos, grupos e indivíduos utilizando a sua filiação religiosa. Dizemos, por exemplo: um muçulmano, um hindu, dando-lhes como origem não um terreno geográfico, mas sim uma pertença religiosa.

Teixeira (idem, p. 22), seguindo Wittengstein (1972, p. 173) supõe, que em todos esses grupos humanos se encontra, como “fulcro da religião” (…), “aquele elemento místico que se traduz na experiência do mundo enquanto totalidade”. Tal experiência, suponho eu, não é apanágio nem exclusivo de uma única e determinada religião ou povo, mas é característico de todas as religiões e sentida por todos os indivíduos, grupos e povos que praticam uma religião, seja ela qual for.

Por outro lado, cada indivíduo, grupo ou povo, toma a sua própria religião como um memorial da cultura dos seus ancestrais (idem p.24). Nela revêem as tradições religiosas e, até cívicas ou profanas, herdadas dos seus antepassados, fazendo a ligação entre o passado longínquo e o presente em que se encontram. E, com a prática contínua dessa mesma religião, alicerçam e nutrem o seu próprio futuro que esperam seja cada vez mais risonho e profícuo.

4- Características de uma Religião

Independentemente de ser possível ou não, dar uma definição inequívoca de religião, considero que nela se deverão encontrar as seguintes características:
1º Apresentar um determinado misticismo e religiosidade, considerando estas duas características como as qualidade dos indivíduos pelas quais se integram no mundo sagrado da sua religião e a prosseguem no seu dia-a-dia;
2º Possuir um determinado conjunto de crenças, práticas e rituais;
3º Possuir um Credo que envolva as suas crenças e doutrinas essenciais que versam: sobre a divindade ou divindades que aceita, propõe e adora, sobre o mundo dos espíritos e sobre a sorte que espera os crentes após a morte;
4º Considerar o aparecimento dessa religião como sendo de inspiração divina;
5º Possuir um Código próprio que envolva, não só as crenças, éticas e tabus, mas também, de certa forma, a ideia sobre o pecado;
6º Basear-se numa Tradição oral, ou/e escrita e numa Autoridade que a interprete legitimamente;
7º Contar com uma Comunidade de crentes, mais ou menos alargada, o que lhe confere o aspecto social e humano.

5- Famílias de Religiões

De uma maneira geral, os estudiosos das Religiões dividem estas em dois grandes grupos: as Religiões Primitivas e as Religiões Universais.Ao primeiro grupo pertencem, as Religiões Primitivas tradicionais da África, da Australásia, da Oceania, de algumas regiões da Ásia; as religiões dos povos ou tribos primitivos pré-cristãos de cariz animista (estas últimas caracterizadas por serem locais e específicas para a nação ou povo que as praticam); as Religiões primitivas remanescentes, ou seja aquelas religiões primitivas que sobrevivem actualmente e se encontram normalmente em sociedades não-alfabetizadas em algumas regiões da África, ou outros continentes, e que têm características tribais.

Ao segundo grupo – as Universais – pertencem aquelas que sustentam serem válidas e necessárias para todo o homem, sendo constituídas por três sub-famílias, a saber:
1- Família semítica: judaismo, cristianismo e islamismo;
2- Família Indiana, composta pelo Hinduísmo, Budismo, Jainismo e Sikhismo[12];
3- Família do Extremo Oriente: Confucionismo, Taoísmo, Xintoísmo.

Outra divisão muito comum é aquela que se baseia no próprio objecto do culto, send denominadas:

1- Religiões Panteístas – consideram que todo o universo e todas as suas criaturas são parte da divindade (muitos povos antigos e muitos indivíduos e religiões actuais como o Jainismo, etc;
2- Religiões Politeístas – Acreditam e adoram várias divindades (Hinduísmo, Religiões gregas, egípcias, assiro babilónicas, germânicas, as primitvas e tradicionais africanas e indígenas das Américas, etc.
3- Religiões Monoteístas – Acreditam e adoram um só Deus – Judaísmo, Cristianismo, Islamismo… (há quem inclua o Hinduísmo nesta última classe, o que não me parece de todo verídico e consentâneo com a realidade).

6- Conclusão

Dar uma definição concreta e perfeita do termo “religião” é uma tarefa árdua e não existe consenso entre os diversos autores que tratam deste assunto. Pessoalmente considero que, o termo, de facto, é polissémico, não passando de valiosas descrições todos os esclarecimento que têm sido apresentados até ao presente para defini-lo.

No entanto, o que me parece indubitável é que toda e qualquer religião, por um lado, insere, nos seus principais objectivos o de estabelecer um forte relacionamento entre o homem e um Ser (ou vários seres) que considera Superior(es), omnisciente(s) e omnipotente(s) e, portanto, capaz(es) de lhe oferecer(em) o bem-estar na terra e a felicidade suprema num mundo extra-terrestre, e, por outro, assume como pertencentes à sua essência os sete requisitos que expus no nº4.

7- BibliografiaCollins, James, (1967). The Emergence of Philosophy of Religion (London & New Haven: Yale University Press.
Despland, Michel – Vallée, Gerard (1992). Religion in History. The Word, the Idea, the Reality. Waterloo: Wilfrid Laurier University Press.
Geertz, Clifford (1966). Religion as a cultural system, in M. Banton (ed.), Anthropological Approaches to the Study of Religion. London: Tavistock, 1-46.
Hatzfeld, Henri (1993). Les racines de la religion. Paris : Seuil.
Hervieu-Léger, Danièle (1993). La religion pour mémoire. Paris : Le Cerf.
Maduro, Otto (1983). Religião e Luta de Classes. Rio de Janeiro: Vozes.
Nygren, Anders (1972). Meaning and Method, Prolegomena to a Scientific Philosophy of Religion and a Scientific Theology. London, Epworth Press.
Oemüler, Willi (1969). “Philosophy of Religion” in Sacramentum Mundi, Vol. 3, pp. 253-259. Edited by Karl Rahner with Cornelius Ernst and Kevin Smyth. Barcelona: Herder and Herder New York. Burns &Oats London.
Otto, Rudolf (1917). The Holy – On the Irrational in the Idea of the Divine and its Relation to the Rational. Oxford University Press.
Schiffers, Norbert (1970) “Religion – Concept” in Sacramentum Mundi. An Encyclopedia of Theology. (Vol. 3, pp. 246-259). Edited by Karl Rahner with Cornelius Ernst and Kevin Smyth. Barcelona: Herder and Herder New York. Burns &Oats London.
Schleiermacher, Friedrich Daniel (1799), E.T[13]. (1893). Religion: Speeches to its Cultured Despisers. (New edition in 1967) Lectures on the Essence of Religion;
Teixeira, Alfredo (2006). O Sagrado e a Religião in Religiões: História. Textos. Tradições. Lisboa: (Religare) Paulinas.
Vallet, Odon (1999). Qu’est-ce qu’une religion (Que sais-je ? 2961). Paris: PUF.
Weber, Max (E.T.1964). The Sociology of Religion. Boston: Beacon Press.
White, V (1953). God And The Unconscious. Chicago: Henry Regnery Company.
Wittgenstein, Ludwig. (1967). Lectures and Conversations on Aesthetics, Psychology and Religion. Oxford: Blackwell.
Blog: http://comatze.blogspot.com/.

[1][Online] [Consult 01-08-2011] Disponível em: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/religi%C3%A3o.
[2] Em latim: Lucius Caelius (ou Caecilius?) Firmianus Lactantius), nascido em Cirta, na Numídia (África Latina) e que, vivendo entre os anos 250 – 320, se dedicou à Filosofia, vindo a tentar sistematizar a Fé Cristã. Na sua juventude foi aluno do apologista Arnóbio de Sica, que morreu no ano 330 d.C., e lhe ensinou Retórica [Online] [Consult 27-08-2011] Disponível em:http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/Lactanci.html.
[3] Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher (nascido em Breslau, a 21 de Novembro de 1768 e falecido em Berlim a 12 de ~Fevefreiro de 1834) foi pregador em Berlim na Igreja da Trindade, deu aulas de Filosofia e de Teologia em Halle an der Saale . Traduziu para o alemão as obras do filósofo grego, Platão . Foi influenciado Kant e Fichte , mas não se tornou um idealista subjectivo.
[4] Rudolf Otto (25 Setembro, 1869 – 6 Março 1937) foi um grande teólogo luterano e investigador no campo das Religiões comparativas. Em 1917 escreveu Das Heilige – Über das Irrationale in der Idee des Göttlichen und sein Verhältnis zum Rationalen (The Holy – On the Irrational in the Idea of the Divine and its Relation to the Rational) no qual definiu o conceito de sagrado como aquilo que é não-racional, experiência não-sensorial ou sentimento cujo objecto primário e imediato se encontra fora de si próprio”. Ele cunhou o novo termo de “numinoso” baseando-se no latim “numen” (divindade).
[5] Anders Nygren (1890-1978), o maior representante da assim chamada Escola Teoloógica, foi, não só professor na Universidade e Bispo da cidade sueca de Lund, mas também uma figura memorável no Movimento Ecuménico, chegando a desempenhar as funções de Presidente da Federação Luterana. Escreveu a célebre obra Meaning and Method, Prolegomena to a Scientific Philosophy of Religion and a Scientific Theology que foi publicada na Inglaterra e América em 1972 (Cf. sites: [On line] [Consult 03-10-2011] Disponível em:

[6] A sua 2ª edição, muito alterada foi publicada em 1830 – 1831 e a 6ª, em 1884.

[7] Filósofo e teólogo dinamarquês, nascido em Copenhaga, a 5 de Maio de 1813, e aí falecido, a 11 de Novembro de 1855.
[8] Contemporâneo do Jesuíta e biblista português Manuel de Sá (1530-1596), Espinosa nasceu em Amesterdão, Países Baixos, numa família judaica portuguesa, a 24 de Novembro de 1632, e faleceu em Haia a 21 de Fevereiro de 1677. Foi, no século XVII e com René Descartes e Gottfried Leibnitz (1646 –1716 )um dos famosos racionalistas da Filosofia Moderna, tendo dedicado vários estudos à interpretação da Bíblia, pelos quais veio a ser considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Pela sua doutrina de vanguarda respeitante à Bíblia que a considerava uma obra metafórico-alegórica e pela sua teologia irreverente, segundo a qual Deus era apenas o Mecanismo imanente da Natureza e do Universo, foi punido, no verão de 1656, pela Sinagoga Portuguesa de Amesterdão com a famosa excomunhão, ou chérem , como se diz em hebraico).
[9] [On Line] [Consult 06-10-2011] Disponível em: http://ateus.net/citacoes/.
[10] Para uma eventual consulta, ver obra na Biblioteca da Universidade Católica – Bibl. João Paulo II, Cota: 101.1 MON.
[11] Para uma eventual consulta, ver obra na Biblioteca da Universidade Católica – Bibl. João Paulo II, Cota: 2:301 MAD.
[12] O Siquismo (ou Sikhismo) é uma religião monoteísta bastante recente, uma vez que foi fundada apenas nos finais de século XV pelo Guru Nanak, numa região chamada Punjab. A sua doutrina depende do Hinduísmo e Islamismo (o sufismo), e ensina que Deus é eterno e criador do mundo e de todos os seres humanos e não humanos.
[13] ET = Études et Travaux. Travaux du centre d’archéologie méditerranéenne d’Académie polonaise des sciences (Warsaw).

Fonte: [http://comatze.blogspot.com.br/2011/10/definicao-de-religiao.html]

Um comentário sobre “Religião: será possível defini-la?

  1. RELIGIÃO:
    São Interesses Econômicos por trás de Discursos Religiosos!…
    – (Pregam o que não acreditam aos que não se importam… ) –
    .
    Diferenças entre Religião e Espiritualidade…
    .
    – “A religião não é apenas uma, são centenas.
    A espiritualidade é apenas uma.

    A religião é para os que dormem.
    A espiritualidade é para os que estão despertos.

    A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
    A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.

    A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
    A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

    A religião ameaça e amedronta.
    A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

    A religião fala de pecado e de culpa.
    A espiritualidade lhe diz: “aprende com o erro”.

    A religião reprime tudo, te faz falso.
    A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!

    A religião não é Deus.
    A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.

    A religião inventa.
    A espiritualidade descobre.

    A religião não indaga nem questiona.
    A espiritualidade questiona tudo.

    A religião é humana, é uma organização com regras.
    A espiritualidade é Divina, sem regras.

    A religião é causa de divisões.
    A espiritualidade é causa de União.

    A religião lhe busca para que acredite.
    A espiritualidade você tem que buscá-la.

    A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
    A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

    A religião se alimenta do medo.
    A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.

    A religião faz viver no pensamento.
    A espiritualidade faz Viver na Consciência.

    A religião se ocupa com fazer.
    A espiritualidade se ocupa com Ser.

    A religião alimenta o ego.
    A espiritualidade nos faz Transcender.

    A religião nos faz renunciar ao mundo.
    A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.

    A religião é adoração.
    A espiritualidade é Meditação.

    A religião sonha com a glória e com o paraíso.
    A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

    A religião vive no passado e no futuro.
    A espiritualidade vive no presente.

    A religião enclausura nossa memória.
    A espiritualidade liberta nossa Consciência.

    A religião crê na vida eterna.
    A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

    A religião promete para depois da morte.
    A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

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