Vale a pena SER ou NASCER Mulher?

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Por Ana Burke

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A purificação das parturientes.

 

         Sobre as impurezas das mulheres, Deus nos ensina na bíblia que se elas derem a luz um menino ela ficará menos tempo impura do que quando ela dá a luz uma menina.

“Fala aos filhos de Israel e dizendo-lhes: quando uma mulher conceber e der à luz um menino, ela ficará impura durante sete dias; ficará impura como nos dias de sua menstruação. No oitavo dia o menino será circuncidado; mas ela ficará ainda em casa durante trinta e três dias com o sangue da purificação; não tocará nenhuma coisa santa e não irá ao santuário, até que os dias de sua purificação se cumpram. Se der à luz uma menina, ficará impura durante duas semanas, como nos dias de sua menstruação, e ficará em casa durante sessenta e seis dias com o sangue da purificação'”. (BÍBLIA. V.T. Levítico XII, 1-5)

No mundo todo está acontecendo, atualmente, desde quando o sexo da crianca que vai nascer é informado através do uso das ecografias, um aumento muito grande no número de abortos vem acontecendo com frequencia assustadora, e são as meninas, as escolhidas para morrer. Segundo podemos ver a seguir nesta análise realizada pela jornalista Mara Hvistendahl:

… A jornalista Mara Hvistendahl analisa os motivos e o alcance dessa prática…Seleção não natural: a preferência por meninos e as consequências de um mundo cheio de homens. Em muitos países, meninas ainda nem nascidas têm um destino já traçado: a eliminação…O censo de 2001 na Índia mostrou que as mulheres com estudos superiores tinham 114 meninos para cada 100 meninas. Entre as mulheres analfabetas, a proporção era de pouco mais de 108 por 100…Outro exemplo é a situação da província chinesa de Suining, entre Shangai e Pequim. A partir dos anos noventa, a província viveu um forte crescimento econômico, que permitiu que os pais subornassem os técnicos das ecografias que determinam o sexo…Não é só um problema da Ásia. Segundo o livro, a mesma tendência está presente no Cáucaso – Azerbaijão, Geórgia e Armênia – e nos Bálcãs…Citam-se pesquisas que demonstram que as mulheres costumam submeter-se a abortos seletivos por razão de sexo para cumprir seu “dever” de ter um filho homem e, neste sentido, isso é descrito como algo que é sua responsabilidade…O aborto por seleção de sexo não é tão comum nos países ocidentais, mas algumas clínicas de fertilidade oferecem a possibilidade de selecionar o sexo antes da implantação, como parte do tratamento de fecundação in vitro. Disponível em: http://www.zenit.org/pt/articles/a-pior-discriminacao-sexual-eliminacao-de-meninas

Na índia o número de abortos de meninas vem crescendo drasticamente e, normalmente, quem decide é o homem ou a sogra, que, sabendo do resultado de exames médicos quanto ao sexo da criança, escolhem o aborto e, na maior parte das vezes, a mãe não tem outra opção. Algumas mulheres são submetidas a três, quatro ou mais abortos até que apareca o filho homem.

A China é um país que tradicionalmente valoriza mais o sexo masculino mas, e com a implantação no país da lei que não permite ter mais que um filho, elevou-se o índice de abortos e infanticídio feminino.

Acontece um “generocídio” devido à preferência tradicional chinesa pelos meninos, sendo as meninas objeto desproporcionado de aborto, abandono e infanticídio. Uma das consequências é a escravidão sexual: a eliminação de meninas levou a um aumento do tráfico de mulheres dos países vizinhos, já que há 37 milhões de homens a mais que as mulheres na China. Esta política também pode ser a causa do alto índice de suicídios femininos na China. A Organização Mundial da Saúde informa que a China é o país com a porcentagem de suicídios femininos mais alta do mundo, com aproximadamente 500 mulheres por dia acabando com a própria vida. Disponível em: http://www.zenit.org/pt/articles/a-guerra-da-china-contra-as-mulheres-e-meninas

            A escravidão sexual e o tráfico de mulheres é uma praga que está presente em todos os lugares do mundo atualmente  e a tendência é piorar. As mulheres não se protegem e não protegem as suas próprias filhas. Segundo uma coluna escrita por Gilberto Dimenstein, na Folha de São Paulo em Julho de 2011, no norte e nordeste do Brasil pode-se alugar as meninas para fins sexuais ou até compra-las da própria família, sendo que hotéis, empresas de turismo e a polícia formam uma só rede, vivendo todos da desgraca destas meninas. O Brasil é um dos países que mais exportam mulheres que vão se tornar escravas sexuais, principalmente na Europa. Estas mulheres são aliciadas com promessas de trabalho e, muitas vezes, mesmo sabendo que serão protitutas, não imaginam a real situação em que vão viver nos lugares para onde estão indo. Chegando a estes países, elas tem seus documentos presos, são trancafiadas, vigiadas por câmeras, sofrem todo o tipo de abuso e violência, sendo obrigadas a ingerir drogas e álcool. Os contatos com a família são monitorados e podem morrer se deixam transparecer a sua real condição. Normalmente são mulheres sem muita escolaridade, simples e que acreditam em promessas de ganho fácil e muitos dos aliciadores são membros da própria família. No Brasil, principalmente, o tráfico humano está relacionado com: “adoção ilegal, casamento servil, servidão por dívida, exploração da prostituição e tráfico para fins de trabalho escravo, remoção de órgãos, entre outras”. 

         Segundo tradução de Moisés Sbardelotto a partir de uma reportagem publicada em El País e Unisinos, Siddharth Kara, autor de um livro sobre  “Tráfico sexual” afirma: Todas sofrem contínua violência, são torturadas e ameaçadas constantemente e obrigadas a ter relações sexuais com dezenas de indivíduos por dia. Na Índia, a prostituição está proibida, e tudo é feito às escondidas, enquanto que na Itália a prostituição de rua é autorizada, salvo para as menores de idade”. E ainda Segundo Kara, não importa o lugar, norte ou sul, no oriente ou no ocidente, todas estas mulheres sofrem o mesmo horror, andando pelas ruas de algumas cidades européias, principalmente Roma, drogadas ou vivendo em prostíbulos mal cheirosos e sujos, sendo que não faltam clientes para sustentar o tráfico. Alguns homens recorrem as escravas sexuais em sua maioria por se sentirem mais livres para dar vazão a seus baixos instintos praticando violência contra estas mulheres sem problemas e acrescenta que a religião é um meio a mais para submeter estas mulheres e cita o budismo Theravada que considera a mulher uma reencarnacão inferior ao homem o hinduísmo e ritos africanos.

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