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Por David da Costa Coelho

Milhares de anos atrás o homem descobriu o fogo, daí em diante, à noite, exposta ao medo e a fome dos carnívoros que atacavam nossos longínquos ancestrais, dizimando e aterrorizando todos que viveram sem tal invenção, tornou-se menos tenebrosa porque espantava as feras e fazia a vida em grupo mais segura. Entretanto, o fogo permitiu ao homem outra coisa muito mais importante, e que certamente é o motivo de estarmos aqui hoje. Com a chama sagrada, que em algumas [1]religiões teria sido a dadiva dos deuses, com a chama ele pôde ampliar sua percepção das coisas e ficar mais tempo acordado em atribuições como conversas, pinturas e cuidar de seus amigos e familiares; além disso, passou a ver o mundo, de uma forma mais inquisitiva, dando seguimento ao caminho supremo da racionalidade, buscando algo muito além dele mesmo. Nesse momento o homem, diferente de todos os seres vivos de seu tempo, e de todos os outros que a evolução criou ao longo de bilhões de anos, percebeu que estava vivo, e que um dia iria morrer…

A noite, nas cavernas iluminadas pelo fogo da sabedoria, ele desenhou imagens de seu cotidiano, e aos poucos foi criando divindades com os elementos da na natureza que o cercava, em toda sua plenitude, essa fase se chama [2]animismo, o ancestral de todas as religiões humanas. Justificava dessa forma sua fuga da morte, ganhando a imortalidade, porque sua essência seria preservada nos elementos do cosmo, da mesma forma que funciona a cadeia de alimentação dos seres vivos do reino vegetal, depois consumidos por onívoras, e carnívoros, nós; entre todas as demais por sermos a espécie dominante. A física chama isso de lei de conservação da massa, pois ela nunca se perde e sempre se transforma em algo diferente. Einstein disse a mesma coisa de forma mais complicada com algumas letrinhas E=MC2…

Assim como a evolução biológica, os credos humanos evoluíram para o [3]Politeísmo, o[4]monoteísmo, e a [5]Teocracia. Quando chegamos à eleição de um deus único no ocidente, oriente médio, e parte da Ásia, com o surgimento do cristianismo, há cerca de dois mil anos, e do [6]islamismo há quase mil e quanto centos anos; com o principio do deus único, as guerras humanas, praticadas há milênios, pelas [7]aristocracias, ganharam uma característica especial…  Matar os inimigos era uma coisa que o elevava as graças celestes e perdoava qualquer pecado anterior, estando num local especial destinado por deus caso morresse em batalha. Mas se chegasse a envelhecer, no final da vida, desfrutaria também desse paraíso especialmente criado para seus guerreiros que abdicaram de tudo em nome da fé…

Quando surge a revolução industrial, a primeira necessidade básica era a busca de matéria prima, a segunda era produzir em escala e barato – por isso exploravam os trabalhadores de forma brutal, levando a movimentos como [8]ludismo, [9]cartismo e a criação de [10]sindicatos, ao contrario do que se poderia esperar, ainda sobre a visão [11]medieval da igreja, esta não apoiava os trabalhadores, ao contrário, continuava em sua cantilena de que as classes sociais existiam como tal por desígnio divino. A terceira fase da revolução industrial obrigou os países industriais a irem ao encontro de outros continentes em busca de consumidores, matéria prima para o eterno crescimento de seus lucros. Mas havia uma desculpa biológica e religiosa para o assassinato e extermínio de milhões de pessoas que se seguiria, a superioridade religiosa dos brancos, bem como cientifica e social, cabendo-lhes levar para os povos dominados a verdadeira fé, a cultura superior branca e o desenvolvimento social e capitalista a povos bárbaros, primitivos e sem religião.

 Só na Índia, a Inglaterra matou 30 milhões de pessoas de fome. Isso se deveu a uma coisa bem simples, ao invés de plantarem alimentos, eles eram obrigados a cultivar algodão e demais plantas necessárias à revolução [12]industrial inglesa, além disso, para receberem ajuda, deveria conseguir vir, famintos e sedentos, caminhando de suas terras, até os centros de ajuda. Dessa forma o que se via eram as estradas lotadas de cadáveres secando ao sol. Um daqueles inúmeros crimes que os ingleses costumam ocultar em sua ‘cultura superior’. Não devemos esquecer que eles, a exemplo de Portugal no século XVI para sua colônia brasileira, também deportaram prostitutas, ladrões, pobres indesejados e órfãos para suas colônias na América, África e Oceania, e até mesmo para o Brasil, que aceitou de bom grado, porque queria embranquecer nossa população no século XIX.  O holocausto judeus, com 6 milhões de pessoas mortal pelos nazistas, havendo contestação desse numero, por algumas correntes de pesquisadores, tornou-se um crime modico com a sanha eugenista inglesa, ou os 10 milhões de pessoas mortas no congo, pelo rei da Bélgica.

Podemos nos perguntar onde se encontra a tal guerra religiosa descrita no iniciado nestas questões, mas as pessoas devem lembrar que a guerra não se resume apenas em armas de fogo destruindo o corpo de inimigos, ela se ampara em várias facetas ideológicas, e a religião é de longe seu maior expoente. Lembrando que todas as nações europeias eram católicas ou protestantes. Mas já que se faz necessário chegar às balas e canhões, basta lembras a 1ª e a 2ª Guerra Mundial, as guerras imperialistas dos EUA desde sua independência até os dias de hoje, lembrando sempre da frase final de todos os presidentes americanos em seus discursos: ‘Deus abençoe a América.’  Claro que nações que se declararam estados ateus também fizeram guerras, matando milhões de pessoas. Mas cabe uma questão simples, quem foi que lhes deu o dinheiro para terem armas e munições?

Essa resposta é muito simples, os capitalistas religiosos não só financiaram esses estados ateus, como também direcionaram as politicas de extermínio. O bicho papão da 2ª guerra mundial, Adolf Hitler, foi bancado integralmente em suas politicas genocidas por corporações dos [13]EUA, e nobres ingleses. A união soviética recebeu fundos do mesmo jeito, antes da crise de 1929, e em todos os períodos da 2ª guerra, bem como durante todo período do imperialismo, esse montante foi elevado com o fim da[14]guerra fria, e a inserção da Rússia no sistema [15]capitalista neoliberal, o que fez com que surgisse ali uma elite oligárquica de bilionários; criminalidade e a famosa máfia russa. Quando se trata de auxiliar os lucros, o que importa a sua religião ou ausência dela, nada mais importante que dinheiro em banco, bem como ouro, diamante, e demais minerais cobiçados.

Os islâmicos do Oriente Médio, foram agraciados por Allah – segundo sua crença – com um oceano de petróleo, do qual os hereges e infiéis que não acreditam nas palavras sagradas do profeta, necessitam, portanto de uma forma ou de outra sofreriam as consequências de sua incredulidade. Mas como o ocidente tem uma tecnologia bélica e ideológica desenvolvida há mais tempo, essa luta nunca foi igual, pois num primeiro momento o petróleo foi entregue aos ocidentais em trocas de quinquilharias e somas irrisórias. Algo como um centavo de dólar para cada mil litros de combustível. Não bastando tal exploração, os infiéis ocidentais ainda permitiram que os judeus, que muitos não desejam na Europa e URSS, criassem o [16]estado de Israel. Com esses ingredientes idílicos e religiosos, o oriente médio tornou-se o palco principal de guerras por petróleo, território, e ideologias religiosas. Mas ao contrario do que se poderia esperar se alguma nação que não tivesse bombas atômicas atacasse a Arábia Saudita, protegidos pelos EUA em acordo escuso de dólar- petróleo, Israel venceu os árabes por explorar politicamente a guerra fria, e depois por construir um dos maiores arsenais atômicos do planeta.

Para piorar a questão, a imigração islâmica na Europa e América, ameaçava a cultura ocidental e a própria fé cristã. Entrou em jogo a cruzada contra o terror, escolhendo como inimigos países islâmicos fundamentalistas, apoiadores do talibã e da Al-Qaeda, criada, treinada e armada pelos EUA, durante a guerra fria, para eliminarem os soviéticos que haviam invadido o Afeganistão na clássica luta de capitalismo contra comunismo. Os americanos com a desculpa da guerra ao terror, invadiram, detonaram os rebeldes, e ainda hoje possuem tropas e agentes secretos para algo mais nobre… Eles possuem a maior plantação de papoula do mundo, para a produção modica de drogas que a [17]CIA vende e faz caixa para suas maquinações mundiais. Fizeram o mesmo na América central patrocinando os carteis de drogas, afinal, cocaína é um negocio da china, e como no seriado que sou apaixonado, [18]Breaking Bad, utilizam essas drogas, bem como as sintéticas, para desestabilizar nações e impor seu domínio global através de outra frente de batalha, as drogas. Como dito anteriormente, a guerra tem mil faces e utilidades mórbidas…

Ainda hoje o islamismo, suas interpretações radicais de facções distintas, causam inúmeras mortes diariamente, mas eles são mais inventivos, pois o menu da morte inclui carro bomba, homem bomba, mulher bomba; e até mesmo crianças bomba. Uma vez capturado, tu é um infiel, portanto sua cabeça com certeza será decapitada, filmada e colocada na internet com os ditames sagrados: Allahu Akbar (Deus é Grande). Não devemos esquecer os castigos tribais de apedrejar mulheres, enforcar gays, cortar as mãos de ladrões, lembrando que o cristianismo fez escola nessa matéria com a inquisição católica e protestante.

Em nome das divindades supremas, o homem vem se matando há milhares de anos. Faziam isso por diferenças religiosas, hoje se acrescentou o imperialismo renomeado de globalização, auxiliar as nações primitivas a implantar o ápice da governança mundial, a democracia ao estilo EUA, ou seja, na base do porrete, misseis, corporações, bases militares, e embaixadas que auxiliam seu povo saber que tudo que for bom para a América, será ótimo para as elites golpistas de sua nação… Portanto, que fique claro, não se deixe dominar por coisas que nada acrescentam a sua vida. Mas se indigne com as mentiras que o sistema lhe entrega de bandeja, para despejar através de seus amigos, familiares e internet. Não acredite em nada que não foi refutado e pesquisado por varias fontes seguras, até mesmo desta pagina, porque não existe nada que foi escrito que não sofreu influencia de alguém por qualquer motivo. O meu é simples, informar porque faz parte do que acredito…

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[1] De acordo com a mitologia grega, Prometeu, é o criador dos homens e doador do fogo à humanidade, mas le sabia que os humanos estavam presos dentro de uma caverna de ignorância, vendo apenas as sombras do mundo de fora; portanto o Titã Prometeu achou que eles deveriam saber a verdade ao invés de continuar vivendo na ilusão. Então foi até o Olimpo, lar dos deuses, e pegou a tocha com a chama sagrada da sabedoria de Atena, deusa do conhecimento e da arte da guerra; à tocha foi entregue aos homens da caverna, iluminando-a, dissipando as sombras, revelando à humanidade o conhecimento supremo que, é claro, ficou surpresa e curiosa. A humanidade ficou em duvida, alguns ficaram na segurança da caverna, outros saíram e conheceram o mundo verdadeiro.

 Ao saber do furto da tocha e da ação que Prometeu havia feito, Zeus ficou irado, e como castigo lhe mandou a primeira mulher humana para ser sua esposa: Pandora. Como presente de casamento, os deuses deram à Pandora uma caixa, que continha todo o bem ou todo o mal do mundo. Pandora, curiosa, abriu-a, e o que continha na caixa, bom ou não, se espalhou pelo mundo, deixando para ela apenas a esperança.

 Zeus ainda não estava satisfeito, e Prometeu é novamente castigado, dessa vez, crucificaram-no em uma cruz de ponta cabeça. Em outra versão, Zeus acabou punindo-o pelo crime contra os deuses do olimpo, deixando-o acorrentado por 30 mil anos, com uma águia a lhe comer o fígado diariamente, mas foi libertado por Héracles, que substituiu o prisioneiro por Quíron, o centauro. Por causa de elementos como a tocha da Sabedoria de Atena, a cruz invertida e o fato de Prometeu ter iluminado à humanidade contra a vontade dos deuses, ele é frequentemente comparado tanto a Jesus quanto à Lúcifer, podendo inclusive ter inspirado esses dois personagens, principalmente o ultimo, que também foi contra os deuses em relação à sua ideologia sobre a humanidade.

[2] Animismo é a manifestação religiosa imanente a todos os elementos do Cosmos (Sol, Lua, estrelas), da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), dos seres vivos (animais, fungos, vegetais) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite); é um princípio vital e pessoal, chamado de ânima, o qual apresenta significados variados: Cosmocêntrica significa energia; Antropocêntrica significa espírito;Teocêntrica significa alma; Consequentemente, todos esses elementos são passíveis de possuírem sentimentos, emoções, vontades ou desejos e até mesmo inteligência. Resumidamente, os cultos animistas alegam que: “Todas as coisas são vivas, conscientes e têm ânima”. O Animismo possui três simples regras: Tudo no Cosmo tem ânima; Todo o ânima é transferível; Tudo ou todo que transfere ânima não perde a totalidade de seu ânima, mas quem ou que o recebe perde parte ou a totalidade de seu ânima, o qual será tomado pelo ânima doador.

[3] Politeísmo: consiste na crença em mais do que uma divindade de gênero masculino, feminino ou indefinido, sendo que cada uma é considerada uma entidade individual e independente com uma personalidade e vontade próprias, governando sobre diversas atividades, áreas, objetos, instituições, elementos naturais e mesmo relações humanas. O reconhecimento da existência de múltiplos deuses e deusas, no entanto, não equivale necessariamente à adoração de todas as divindades de um ou mais panteões, pois o crente tanto pode adorá-las no seu conjunto, como pode concentrar-se apenas num grupo específico de deidades, determinado por diversas condicionantes como a ocupação do crente, os seus gostos, a experiência pessoal, tradição familiar, etc.

[4] O monoteísmo: (“deus”: único deus) é a crença na existência de apenas um só Deus. Diferente do politeísmo que conceitua a natureza de vários deuses, como também se diferencia do enoteísmo: por ser este a crença preferencial em um deus reconhecido entre muitos.

[5] Teocracia: É o sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de alguma religião.

[6] O Islamismo é um sistema religioso fundado no início do século 7 por Maomé. Os muçulmanos seguem os ensinamentos do Corão e tentam seguir os Cinco Pilares. No sétimo século, Maomé clamou ter recebido uma visita do anjo Gabriel. Durante essas visitas do anjo, as quais continuaram por cerca de 23 anos até a morte de Maomé, o anjo aparentemente revelou a Maomé as palavras de Alá (a palavra árabe usada pelos muçulmanos para “Deus”). Essas revelações ditadas formam o que hoje conhecemos de Corão ou Alcorão, o livro sagrado do Islamismo. Islã significa “submissão”, derivando de uma raiz que significa “paz”. A palavra muçulmano significa “aquele que se submete a Alá”.

Os muçulmanos resumem a sua doutrina em seis artigos de fé: Crença em um Deus: os muçulmanos acreditam que Alá seja o único, eterno, criador e soberano; A crença nos anjos; A crença nos profetas: os profetas são os profetas bíblicos, mas termina com Maomé como o último profeta de Alá; A crença nas revelações de Deus: os muçulmanos aceitam certas partes da Bíblia, como a Torá e os Evangelhos. Eles acreditam que o Alcorão seja a perfeita a preexistente palavra de Deus. Crença no último dia de julgamento e na vida futura: todos serão ressuscitados para julgamento no paraíso ou inferno. Crença na predestinação: os muçulmanos acreditam que Alá decretou tudo o que vai acontecer. Os muçulmanos atestam a soberania de Deus com sua frase frequente, inshallah, ou seja, “se Deus quiser”.

Os Cinco Pilares do compõem o quadro de obediência para os muçulmanos: O testemunho de fé (shahada): “la ilaha illa allah. Muhammad Rasul Allah.” Isto significa: “Não há outra divindade senão Alá. Maomé é o mensageiro de Alá.” Uma pessoa pode se converter ao Islamismo apenas por afirmar este credo. A shahada mostra que um muçulmano acredita apenas em Alá como divindade, o qual é revelado por Maomé; As orações (salat): cinco orações precisam ser feitas todos os dias; Pagar dádivas rituais (zakat): esta esmola é uma certa percentagem administrada uma vez por ano; Jejum (sawm): os muçulmanos jejuam durante o Ramadã no nono mês do calendário islâmico. Eles não devem comer ou beber desde o amanhecer até o entardecer; Peregrinação (hajj): se fisicamente e financeiramente possível, um muçulmano deve fazer a peregrinação a Meca, na Arábia Saudita, pelo menos uma vez. O hajj é realizado no décimo segundo mês do calendário islâmico; A entrada de um muçulmano no paraíso depende da obediência a esses Cinco Pilares. Ainda assim, Deus pode rejeitá-los. Nem mesmo Maomé sabia ao certo se Alá iria admiti-lo ao paraíso (Surata 46:9; Hadith 5,266).

 http://www.gotquestions.org/Portugues/Islamismo.html#ixzz2fCbEGBXE

[7] Aristocracia: Literalmente poder dos melhores, é uma forma de governo na qual o poder político é dominado por um grupo elitista. Normalmente, as pessoas desse grupo são da classe dominante, como grandes proprietários de terra (latifundiários), militares, sacerdotes, etc. Um exemplo de estado governado pela aristocracia é a antiga cidade-estado de Esparta que, durante toda a sua história, foi governada pela aristocracia latifundiária guerreira.

[8] Ludismo: O crescimento do operariado, a sua concentração nos centros urbanos, as constantes revoltas por melhores condições de vida e de trabalho fizeram com que a classe operária aos poucos aprendesse a se organizar, dando origem aos primeiros movimentos e associações de operários. Na Inglaterra, onde o emprego da máquina era mais generalizado, surgiu o Ludismo, movimento que recebeu o nome de seu líder, Ned Ludd. O sentimento de insegurança e os terrores da miséria convenceram Ludd e seus seguidores da maledicência da máquina, considerada a inimiga principal. Assim, nas primeiras décadas do século XIX, na Inglaterra, na França, na Bélgica, na Renânia e até na Suíça, trabalhadores destruíram equipamentos, aos gritos de “Quebrai as máquinas!” Instintivamente, o homem que para viver só contava com seu trabalho pessoal, transferia a culpa de seus males para a máquina, que ele denunciava como uma competidora, responsável pelo desemprego e pelos baixos salários.

[9] Cartismo: Em 1832, o Parlamento inglês aprovou o “Reform Act” (lei eleitoral que privou os operários do direito ao voto). Os trabalhadores reagiram e formularam suas reivindicações na “Carta do Povo”, fundando o primeiro movimento nacional operário do nosso tempo. Omovimento cartista ajudou os operários ingleses a melhorarem suas condições de vida e deu-lhes experiência de luta política. Assim, em 1833, surgiu a primeira lei limitando a 8 horas de trabalho a jornada das crianças operárias. Em 1842 proibiu-se o trabalho de mulheres em minas, Em 1847, houve a redução da jornada de trabalho para 10 horas. O “cartismo” extinguiu-se por volta de 1848, mas foi uma etapa importante do aprendizado e da conscientização política dos trabalhadores, não só ingleses como de toda a Europa. Mostrou que a miséria do operariado devia-se não à máquina ou a mesquinhez pessoal dos empresários, mas à própria estrutura do sistema capitalista.

[10] Sindicato é uma agremiação fundada para a defesa comum dos interesses de seus membros. O sindicalismo tem origem nas corporações de ofício na Europa medieval. No século XVIII, durante a revolução industrial na Inglaterra, os trabalhadores, oriundos das indústrias têxteis, doentes e desempregados juntavam-se nas sociedades de socorro mútuos. Para atender os casos de acidentes de trabalho, doenças ou mesmo de desemprego, os operários criaram as primeiras associações de auxílio mútuo, que funcionavam por meio de cotizações. Dessas associações surgiram os sindicatos de trabalhadores, reunindo operários de um mesmo ofício. Através de seus representantes, os sindicatos conseguiam obter dos patrões melhores salários e horários de trabalho, Essas conquistas foram fruto de muitas lutas porque durante muito tempo os parlamentos dos diversos países procuraram dificultar a organização dos trabalhadores proibindo o funcionamento dos sindicatos.

[11] Na Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a bíblia.

[12] Como construção ideológica, a ideia de raça impulsionou guerras, influenciou a política e definiu a economia mundial por séculos. A série de vídeos Imperialismo, Racismo & Extermínio aborda as teorias raciais desenvolvidas na era vitoriana, a eugenia, o darwinismo social e o racismo científico, desenvolvendo a narrativa a partir da descoberta dos restos mortais encontrados no deserto da Namíbia pertencentes às primeiras vítimas do que ficaria conhecido como campo de concentração, 30 anos antes de o nazismo chegar ao poder na Alemanha. Tais teorias levaram ao desenvolvimento da Eugenia e das políticas raciais colonialistas e nazistas. O documentário sustenta que os genocídios coloniais, 10 milhões de pessoas mortas no congo, pelo rei da Bélgica, o campo de morte da ilha de Shark, a destruição dos aborígenes tasmanianos e os 30 milhões de indianos vítimas da fome, foram apagados da história da Europa, e que a perda desta memória encoraja a crença de que a violência nazista foi uma aberração na história daquele continente. Mas que, assim como os ossos ressurgidos no deserto da Namíbia, esta história se recusa a ficar enterrada para sempre.

1] https://www.youtube.com/watch?v=Gw-4mb6TWkQ

2] https://www.youtube.com/watch?v=5r7P8SuL3po

3] https://www.youtube.com/watch?v=rIKx06pIt84 

[13] No início do século XX, pensadores influentes, cientistas reconhecidos e outros grandes nomes ligados às mais poderosas forças financeiras dos Estados Unidos – entre eles os gigantes do aço e das ferrovias – criaram uma frente científica chamada eugenia. O objetivo seria criar uma raça seleta de seres humanos para que o mundo passasse a contar apenas com exemplares de uma pretensa raça superior. Essas ideias pseudocientíficas, que surgiram nos EUA e se estenderam a outros países, incluindo a Alemanha nazista, são desvendadas pelo autor Edwin Black em A guerra contra os fracos. Mais de 60 mil norte-americanos foram castrados pelo movimento, que surgiu em 1904, quando um grupo de cientistas e intelectuais conseguiu o patrocínio e o apoio de grandes corporações. Em 1927 a eugenia foi sancionada pela Suprema Corte e 27 estados americanos passaram a promulgar leis que envolviam esterilização e eutanásia. Negros, brancos pobres, mexicanos, judeus, índios, entre outros seres humanos considerados distantes do ideal foram internados e esterilizados ou mortos. Edwin Black contou com mais de 50 pesquisadores, em quatro continentes, para juntar os milhares de documentos que revelam como nasceu o que daria origem a Auschwitz – e que hoje, segundo o autor, pode estar renascendo com a evolução da engenharia genética.

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/143953/a-guerra-contra-os-fracos

[14] A guerra fria é a designação dada ao conflito político-ideológico entre os Estados Unidos (EUA), defensores do capitalismo, e a União Soviética (URSS), defensora de uma forma de socialismo, compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial e a extinção da União Soviética. É chamada de “fria” porque não houve qualquer combate físico, embora o mundo todo temesse a vinda de um novo combate mundial, por se tratarem de duas potências com grande arsenal de armas nucleares. Norte-americanos e soviéticos travaram uma luta ideológica, política e econômica durante esse período. Se um governo socialista era implantado em algum país do Terceiro Mundo, o governo norte-americano logo via aí uma ameaça a seus interesses; se um movimento popular combatesse uma ditadura militar apoiada pelos EUA, logo receberia apoio soviético.

[15] Em 1985, Mikhail Gorbachev, o novo dirigente comunista, procurou combater a crise do socialismo, promovendo uma política de reformas modernizadoras com a Perestroika (restruturação econômica): visava reduzir os monopólios do Estado, descentralizar as decisões empresariais e criar setores comerciais, industriais e de serviços nas mãos de proprietários privados nacionais ou estrangeiros. O Estado continuava sendo o principal proprietário, mas a propriedade privada era permitida em setores secundários da produção. A retomada do crescimento era projetada por meio da transformação de indústrias militares em civis, voltadas para a produção de bens de consumo e de investimentos estrangeiros.

Glasnost (transparência): visava fazer com que as decisões dos altos chefes do partido se tornassem transparentes, para que o povo soviético tivesse uma participação mais eficiente e democrática na vigilância do governo. O principal fundamento da glasnost era que o povo passaria a ter a possibilidade de fazer críticas ao governo e ao sistema. De certa forma essas duas medidas introduzidas por Gorbachev contribuíram para a dissolução da União Soviética, pois possibilitaram a eclosão de movimentos de independência em outros países que faziam parte da URSS.

[16] No século XIX, a maioria dos judeus concentrava-se no Leste Europeu. Nesta época, conseguiram muitas vitórias, desenvolveram ideias sionistas (de Sion, colina da antiga Jerusalém e que deu início ao movimento para a construção de uma nação judaica), dedicavam-se ao comércio e ao empréstimo de dinheiro a juros. O jornalista judeu Theodor Herzl, em 1896, criou o movimento sionista, cujo objetivo era estabelecer um lar judeu na Palestina. O povo, então, deu início à colonização do país e, em 1897, fundou a Organização Sionista Mundial. Depois da 1ª Guerra Mundial, os países europeus, de olho no petróleo e na posição estratégica da região, passaram a dominar a área. Em 1918, a Inglaterra ficou responsável pela Palestina. Um ano antes, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Lord Balfour, apoiou a fundação de uma pátria nacional judaica na Palestina. Isto aconteceu ao mesmo tempo em que os ingleses haviam prometido aos árabes a independência em troca de apoio para ajudar a expulsar os turcos da região.

Com a Revolução Industrial e o desenvolvimento das burguesias europeias, os judeus acabaram sendo responsabilizados pelo alto índice de desemprego e pela concorrência com as classes dominantes. Com isso, nos países em que viviam, os judeus foram confinados a guetos, sofreram várias perseguições e massacres. O resultado destes fatos acarretou ainda mais a migração para a Europa Ocidental e Palestina. Esta volta para a Palestina ocorreu através da criação de Kibutz (fazendas coletivas) e cidades; além de lançar a luta pela independência política; neste período, começaram os choques entre judeus e árabes, que assistiam aos judeus conquistarem significativa parte das terras boas para o cultivo, fatos que desencadearam os conflitos entre árabes e judeus. Os judeus criaram um exército clandestino (Haganah) para proteger suas terras e, à medida que crescia a emigração judaica para a Palestina, aumentavam os conflitos. Durante a 2ª Guerra Mundial – em função da perseguição alemã -, a emigração judaica para a região aumentou vertiginosamente e a tensão chegou a níveis insuportáveis: os britânicos, na época, tomaram partido dos Aliados e os árabes, do Eixo. Em 1936, quando os judeus já constituíam 34% da população na Palestina, estourou a primeira revolta árabe. Bases e instalações inglesas foram atacadas e judeus foram assassinados. A Inglaterra esmagou a rebelião e armou 14 mil colonos judeus para que pudessem defender suas colônias. Pouco tempo depois, a Grã-Bretanha tentou controlar a emigração judaica para a área e, desta vez, os judeus atacaram os ingleses. Em 1946, o quartel-general dos britânicos foi dinamitado e 91 pessoas morreram. Apesar destes ataques, os judeus conseguiram apoio internacional devido ao Holocausto, que exterminou mais de 6 milhões de judeus. Desde então, os Estados Unidos passaram a pressionar a Inglaterra para liberar a imigração judaica para a Palestina.

Em 1948, os ingleses deixaram a administração da região para a Organização das Nações Unidas que, sob o comando do presidente norte-americano Harry Truman, determinou a divisão da Palestina em duas metades. Os palestinos, que somavam 1.300.00 habitantes, ficaram com 11.500 km2 e os judeus, que eram 700.000, ficaram com um território maior (14.500 km2), apesar de serem em número menor. Os judeus transformaram suas terras áridas em produtivas, já que era uma sociedade moderna e ligada ao Ocidente, aumentando ainda mais as diferenças econômicas entre judeus e árabes, que sempre tiveram uma filosofia fundamentalista e totalmente contrária ao Ocidente. Neste mesmo ano, o líder sionista David Bem Gurion proclamou a criação do Estado de Israel. Os palestinos reagiram atacando Jerusalém que, segundo a ONU, deveria ser uma área livre. Desde então, o Oriente Médio se tornou palco de conflitos entre israelenses e palestinos. O motivo da guerra está muito além das diferenças religiosas, passa pelo controle de fronteiras, de terras e pelo domínio de regiões petrolíferas.

[17] Heroína: A Droga Branca do Afeganistão

http://www.youtube.com/watch?v=rPI3qJqSank

[18] A história de Walter White, o professor de química americano, que se tornou o rei das metanfetaminas, uma droga estimulante do sistema nervoso central, muito potente e altamente viciante, cujos efeitos se manifestam no sistema nervoso central e periférico. A metanfetamina tem-se vulgarizado como droga de abuso devido aos seus efeitos agradáveis intensos tais como a euforia, aumento do estado de alerta, da autoestima, do apetite sexual, da percepção das sensações e pela intensificação de emoções. Por outro lado, diminui o apetite, a fadiga e a necessidade de dormir. Existem algumas indicações terapêuticas para a MA, nomeadamente narcolepsia, déficit de atenção hiperativa em crianças, obesidade mórbida e descongestionante nasal (l-metanfetamina). Contudo, esta droga manifesta um grande potencial de dependência, e a sua utilização crônica pode conduzir ao aparecimento de comportamentos psicóticos e violentos, em consequência dos danos que pode causar ao sistema nervoso central.

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Fonte: http://oportaldoinfinito.blogspot.com.br/2013/09/as-guerras-em-nome-da-religiao-do-bem-e.html

Postado por Ana Burke

http://youtu.be/Gw-4mb6TWkQ

http://youtu.be/5r7P8SuL3po

http://youtu.be/rIKx06pIt84

http://youtu.be/rPI3qJqSank

AS GUERRAS EM NOME DA RELIGIÃO

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