Por Ana Burke

Ziggurats eram estruturas maciças construidas no antigo Vale da Mesopotamia e planalto iraniano ocidental, tendo a forma de uma pirâmide com degraus que vão recuando sucessivamente ou em níveis.

Ziggurats notáveis incluem o Grande Zigurate de Ur perto de Nassiriya, no Iraque, o Zigurate de Aqar Quf perto de Bagdá, no Iraque; Chogha Zanbil em Khūzestān, Irã e Sialk perto de Kashan, Iran.

HISTÓRIA DO ZIGURATE DE UR, PASSO-A-PASSO

O primeiro Zigurate de Ur começou a ser construído cerca de 5200 a. C.  Acredita-se que tenha se assemelhado ao último Eridu Zigurate (foto abaixo), que foi construído em 4100 a. C.

Ao longo dos muitos milhares de anos, sucessivos reis foram adicionando camadas ao Zigurate, de modo que no tempo do rei Ur-Nammu, treze camadas de templos foram adicionadas, sendo que o material de cada adição anterior era usada como plataforma para a próxima adição.

Ur-Nammu, que deseja construir o maior Zigurate construído até o momento, determinou que a construção anterior fosse escavada para formar a plataforma do seu novo zigurate.

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O núcleo de um Zigurate era sólido e feito de tijolos de barro, os lados e os topos (ou terraços) eram feitos de tijolos cozidos à prova d’água. Os templos no topo do Zigurate tinham tijolos de vidros coloridos e telhas.

Os terraços foram muitas vezes decoradas com árvores e outras plantas cultivadas em recipientes.

Cada rei, ao construir uma adição, tinha cada tijolo carimbado com uma inscrição identificando-se como o construtor da adição.

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Ur-Nammu não viveu para ver a conclusão do seu Zigurate, sendo este concluído por seu filho Shulgi em cerca de 2100 a. C.

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Em 1854, o cônsul britânico em Basra, JE Taylor iniciou uma escavação da área de zigurate. Taylor encontrou quatro cilindros de barro, um em cada canto do zigurate, que identificou o local como Ur.

Estes cilindros foram escritos para o rei babilônio Nabonido que reinou de cerca de 555 a. C. a 539 a. C.  O texto destes cilindros revelou que o zigurate foi reconstruído por Nabonido.

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cylinder

Eu sou Nabonido, rei da Babilônia, padroeiro de Esagila e Ezida, devoto dos grandes deuses. E-lugal-galga-sisa, o zigurate de E-Gish-nu-gal em Ur, que Ur-Nammu, um ex-rei, constriu, mas não terminou (e) seu filho Shulgi terminou a sua construção. Nas inscrições de Ur-Nammu e seu filho Shulgi eu li que Ur-Nammu construiu este zigurate, mas não terminou (e) seu filho Shulgi terminou sua construção.

Agora que o zigurate ficou velho, eu recomecei a construção dessa zigurate sobre as fundações que Ur-Nammu e seu filho Shulgi construíram, seguindo o plano original com betume e tijolo cozido. Eu o reconstruí para Sin, o senhor dos deuses do céu e do inferno, o deus dos deuses, que vive nos grandes céus, o senhor da E-Gish-nu-gal em Ur, meu senhor.

Sin, o senhor dos deuses, o rei dos deuses do céu e do inferno, deus dos deuses, que vive nos grandes céus, quando você entra com alegria neste templo pode o bem-estar dos Esagila, Ezida e Egishshirgal, os templos de sua grande divindade, estar sempre em seus lábios. E deixe que o medo da sua grande divindade esteja no coração do seu povo, assim eles não vão pecar contra a sua grande divindade.

Deixe suas fundações serem estabelecidas pelos céus. Quanto a mim, Nabonido, rei de Babilônia, salva-me do pecado contra a sua grande divindade, e dar-me uma longa vida. E quanto a Belsazar o meu filho primogênito, meu próprio filho, deixe que o medo da sua grande divindade entre  em seu coração, que ele não cometa nenhum pecado e talvez ele possa desfrutar de felicidade na vida.

Após a conclusão, o Zigurate de Ur era de fato, uma enorme estrutura.Nabonido era etnicamente amorreu, assim como os hebreus, Cyrus vai libertar os hebreus do cativeiro babilônico de Nabonido.

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A Torre de Babel, por Pieter BrueghelPieter_Bruegel_the_Elder_-_The_Tower_of_Babel_(Vienna)_-_Google_Art_Project_-_edited (1)

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ANALISANDO A FALA DE NEBONIDO

“Sin, o senhor dos deuses, o rei dos deuses do céu e do inferno, deus dos deuses, que vive nos grandes céus, quando você entra com alegria neste templo pode o bem-estar dos Esagila, Ezida e Egishshirgal, os templos de sua grande divindade, estar sempre em seus lábios.”

Todas as religiões tem como base a mesma filosofia religiosa dos Sumérios e outros povos babilônicos. Se alguém observar os papas e a igreja católica, poderão encontrar em suas roupas e construcões todas as os símbolos usados anteriormente pelos pagãos.

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Como se pode ler nos escritos deixados por Nabonido, os conceitos de céu e inferno surgiram dos pagãos, e pra eles, inferno significava sepultura. Nunca inferno significou tormento eterno depois da morte, principalmente na bíblia, já que os hebreus (judeus) entendiam inferno da mesma forma que os babilônios devido ao contato direto com a cultura destes.

No Velho Testamento, inferno sempre significou, simplesmente, sepultura e no Novo Testamento, o significado era o mesmo. Jesus morreu e ficou três dias no inferno, isto é, na sepultura.

Inferno na bíblia, pode significar Hades e Sheol (sepultura), Geena (lugar de Juízo), Tartaro (lugar de prisão). Nunca, inferno quer dizer um lugar de tormento eterno depois da morte.

Dr. Thayer em Theology of Universalism diz que inferno:  “em todo o Antigo Testamento, significa apenas a sepultura ou o local da morte.”

Arcebispo Whately: “Quanto a um futuro estado de retribuição em outro mundo, Moisés não disse nada aos israelitas sobre isso.”

O bispo Warburton atesta que, “Na República judaica, as recompensas prometidas pelo céu eram apenas temporais, tais como saúde, vida longa, paz, abundância e domínio, etc, e as punições eram doenças, morte prematura, guerra, fome, sujeições, cativeiro, etc. Em nenhum lugar há a menor menção, ou qualquer indício inteligível, das recompensas e punições em uma outra vida.”  Todos os eruditos hebreus aprenderam a saber que os hebreus não têm nenhuma palavra adequada para o inferno, como nós entendemos o inferno.  Disponível em: <http://www.tentmaker.org/books/TheBibleHell.html&gt; Acesso em 08/05/2013

Hades, Geena, ou Tártaro são palavras da mitologia grega que significam mundo inferior ou lugar escondido, de Juizo ou prisão. Sempre que aparece a palavra “inferno” na bíblia, significa, na maioria das vezes, sepultura. Os judeus não acreditavam em sofrimento ou tortura depois da morte. Quando Jesus falava em inferno, ele se referia a Geena, um lugar perto de Jerusalém, um vale, onde eram jogados todo o tipo de impurezas, lixo, corpo dos criminais e havia fogo durante todo o tempo ardendo neste lugar. E os detritos que o fogo não alcancava ou queimava, proliferava os vermes. Este lugar era também chamado de “Lago de fogo”.

Os gregos acreditavam em sofrimento eterno que ocorria num lugar chamado “Tártaro”, mas nunca era aplicado aos humanos, mas sim às divindades. Era o lugar de prisão para os deuses.

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Tântalo, Sísifo e Íxion: três exemplos dos sofrimentos infernais.

Tântalo, rei da Frígia, foi lançado ao Tártaro, onde, num vale abundante em vegetação e água, foi sentenciado a não poder saciar sua fome e sede, visto que, ao aproximar-se da água esta escoava e ao erguer-se para colher os frutos das árvores, os ramos moviam-se para longe de seu alcance sob a força do vento.

Sísifo era rei de Corinto foi levado ao Tártaro, tinha por tarefa empurrar uma rocha até o topo de um monte; mas, passando o dia todo neste afã, quando descansava à noite a pedra voltava a rolar até a base da montanha — de modo que tinha de começar tudo novamente, todos os dias. Deu origem à expressão trabalho de Sísifo para designar tarefas intermináveis

Íxion Rei da Tessália também ultrajara aos deuses, sendo portanto condenado a ser amarrado, tendo serpes por cordas, a uma roda de moinho, que um vento fazia girar eternamente.

Apesar de viverem em contato com crencas pagãs e esta doutrina fazer parte da vida dos hebreus, eles nunca assimilaram esta crenca e nunca acreditaram em tormento eterno num mundo subterrâneo ou no inferno:

Assim como Gaia era a personificação da Terra e Urano a personificação do Céu, Tártaro era a personificação do Inferno. Nele estavam as cavernas e grutas mais profundas e os cantos mais terríveis do reino de Hades, o mundo dos mortos, para onde todos os inimigos do Olimpo eram enviados e onde eram castigados por seus crimes. Lá os Titãs foram aprisionados por Zeus (Júpiter), Hades (Plutão) e Poseidon (Neptuno) após a Titanomaquia. Na Ilíada, de Homero, representa-se este mitológico Tártaro como prisão subterrânea ‘tão abaixo do Hades quanto a terra é do céu’. Segundo a mitologia, nele eram aprisionados somente os deuses inferiores, Cronos e outros espíritos titãs (criaturas sobre-humanas), enquanto que os seres humanos, eram lançados no submundo, chamado de Inferno. O Tártaro é personificado por um dos deuses primordiais, nascidos a partir do Caos. Suas relações com Gaia geraram as mais terríveis bestas da mitologia grega, entre elas o poderoso Tifão. Disponível em: [http://mitologiaecivilizgrega.blogspot.com/2009/11/tartaro.html] Acesso em 06/05/2013

OUTRA FALA IMPORTANTE DE NEBONIDO: 

“E deixe que o medo da sua grande divindade esteja no coração do seu povo, assim eles não vão pecar contra a sua grande divindade.”

A funcão das religiões, desde que surgiram é fazer com que as pessoas sintam medo. Sentindo medo de algo sobrenatural, elas se tornaram obedientes e assim podem ser controladas com facilidade. Ninguém que acredita em poderes sobrenaturais vai se rebelar contra eles, ficando então, escravas do sistema religioso. Os deuses, ou deus, é sempre descrito como um ser vingativo que vai castigar os humanos, mas eles ou ele (deus) oferece uma recompensa pelo bom comportamento, mas esta recompensa só virá depois da morte. Isto faz com que os humanos não desistam da sua passividade diante do sistema, mantendo este sistema e fazendo os sacerdotes ricos.

VERDADEIROS CONSTRUTORES DA HUMANIDADE – OS NEGROS 

Algo importante a ser observado é o comportamento dos pagãos em relacão aos seus deuses e o comportamento que a bíblia ensina àqueles que a seguem. Desde que o cristianismo foi implantado se ensina os seus seguidores que o sofrimento santifica, que eles devem se humilhar e sempre dar a outra face, não reagir diante de injusticas como fez Jesus que aceitou ser crucificado sem nenhuma reacão, que o orgulho é pecado e devem sentir sempre remorso ou culpados por qualquer atitude que foge do estabelecido como certo pela religião (pecado), ensinam que os cristãos devem carregar a sua cruz como Jesus carregou a dele sem reclamar do seu peso ou de qualquer sofrimento que isto possa causar, devem sempre ser submissos e obedientes matando a sua própria personalidade e indo contra a própria natureza.

Os pagãos eram e agiam de forma muito diferente e por isto foram combatidos pela Igreja Católica sofrendo perseguicões, torturas, feitos escravos e tendo os seus templos destruídos. Os deuses pagãos incentivavam estes a construir grandes obras e a se sentirem orgulhosos de si mesmos. Todas as grandes obras da humanidade, como as sete maravilhas do mundo antigo, foram realizadas por estes pagãos e negros. Os babilônios eram negros, os hebreus eram negros, os fenícios eram negros, os egípcios eram negros e todos nos beneficiamos hoje de suas invencões e da sua história. Com eles nasceu a escrita, a literatura, a arte, conhecimentos de engenharia, arquitetura e, inclusive, a religião. Como se pode observar acima, Nabonido era negro. Um outro exemplo abaixo que mostra reis da Assíria:

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Abaixo podemos ver Khufu, segundo rei da quarta dinastia do egito e  grande construtor da pirâmide de Gizé, uma das sete maravilhas do mundo.

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Abaixo uma outra imagem de Khufu

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OUTROS REIS E FARAÓS EGÍPCIOS

Sanak

Sanakhte

Huni

Huni

Rei Sneferu, primeiro rei da quarta dinastia

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Observe abaixo duas estátuas de Ranefer, sétimo filho do rei Sneferu. As duas estátuas mostram sinais de que as cabecas foram substituídas. Como filho de Sneferu e comparando Sneferu acima, estas imagens destoam completamente do resto da família.

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Teti

Teti

O escriba Ptah-Shepses – Sexta dinastia

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Nefer-hetepes – Sexta dinastia

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Grupo familiar – Sexta dinastia

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Tropa de soldados egípcios – Asyut túmulo do príncipe  Mesehti – 11 dinastia

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A maioria das imagens destes reis poderão ser vistas adulteradas ou diferentes. Por exemplo: nariz refeito, mais parecido com nariz de pessoa branca, da mesma forma os lábios, cor da pele clareada ou até cabecas substituídas. Não sei o motivo…..

HEBREUS

Os hebreus sempre são mostrados e exibidos como pessoas brancas. Jesus era hebreu e é mostrado como sendo branco e loiro, assim como Maria, Sua mãe, hebréia, é mostrada como branca e loira. Todos os hebreus, discípulos de Jesus e santos dos primeiros séculos do cristianismo e que eram negros são mostrados usando-se falsas imagens.

Os primeiros cristãos pintaram imagens de Jesus e Seus discípulos em catacumbas e nunca desenharam pessoas hebréias e Jesus como brancos. Exemplos:

Abraão e Isaque

Abraham

Moisés e os hebreus atravessando o mar vermelho

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Profeta Jeremias

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Profeta Jonas sendo jogado no mar

Jonah

Sansão e o Leão

Samson

O Profeta Elias

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A pintura de parede abaixo, retratando a cura do paralítico, é a mais antiga representação conhecida de Jesus, que data de cerca de 235 d.C. A pintura foi encontrada em 1921 na parede do lado esquerdo da câmara batismal da igreja-casa em Dura-Europos, no rio Eufrates, na Síria moderna. Ela agora faz parte da coleção Europos Dura na Galeria da Universidade de Yale de Belas Artes.

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Na foto abaixo, de Jesus e seus discípulos, observe a diferenca entre os lados esquerdo e direito. Os discípulos do lado direito estão sendo clareados. Existem muitas fotos antigas em que os narizes e bocas foram afinados e peles ou cabelos clareados como mostra a foto abaixo.

Jesus

Imagem de Maria, a mãe de Jesus de 54 d. C.

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(Proibida a cópia, total ou parcial,  sem os devidos créditos)

Fonte: http://www.realhistoryww.com/world_history/ancient/Egypt_2.htm

Os Primeiros Construtores da Humanidade

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