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A emblemática instituicão de Madre Teresa, é o seu Lar dos Moribundos. Um hospital, que supostamente deveria suavisar os últimos momentos de outrora vidas desamparadas.

Mary Loudon (Writer and former volunteear): Minnha impressão inicial foi de todas as fotografias e filmagens, que eu já vi em Belsen (campo de concentracão nazista da II Guerra). E lugares como estes, porque todos os pacientes tinham as cabecas raspadas. Não havia cadeiras em lugar algum, apenas aquelas macas. E eram como macas da Primeira Guerra Mundial. Não havia um jardim, um pátio, nada. E eu pensei “O que é isto?” Isto é… são dois quartos com 50 a 60 homens em um, e 50 a 60 mulheres em outro. Eles estavam morrendo e não estavam tendo nenhuma  assistência médica.  Não estavam tendo analgésicos, nada além de aspirina. E talvez se tivessem sorte, algum Brufen, ou algo para o tipo de dor que acontece em câncer terminal, ou as doencas das quais estavam morrendo. E eu pensei “De que adianta? “

Fala de Madre Teresa: Bem desde o comeco eu queria servir aos pobres, puramente pelo amor de Deus. E dar a eles o que as pessoas ricas conseguem com dinheiro, eu queria dar aos pobres pelo amor de Deus.

Mary Loudon: Eles não tinham soros o suficiente. As agulhas que usavam e reusavam, de novo, de novo e de novo, vejam só. Algumas das enfermeiras lavavam as agulhas em torneiras de água fria. Eu perguntei a uma delas porque estavam fazendo assim, e ela disse: “Bom, para limpa-las.” E eu disse: “Sim, mas por que você não está esterilizando? Por que não com água fervente?” Ela disse: “Não faz sentido, não há tempo.”

O culto de Madre Teresa à morte e ao sofrimento, depende do seus efeitos nos mais vulneráveis e nos mais desamparados. Bebês abandonados, por exemplo, ou doentes terminais. Que fornecem as oportunidades para a caridade, e a matéria-prima, para demonstracões de compaixão.

Lê-se num cartaz na parede: “Estou no meu caminho para o paraíso.”

Mary Loudon: No primeiro dia que estive lá e terminei meu trabalho na ala das mulheres. Saí e fiquei esperando por meu namorado na entrada da ala dos homens. Vi um garoto de 15 anos, que estava morrendo, e uma médica americana me disse que tinha tentado tratar este garoto, e que ele tinha uma doenca relativamente simples no rim, que simplesmente ficou pior e pior e pior, pois ele não tinha tomado antibióticos. E ele realmente precisava de uma operacão. Não me recordo qual era o problema, ela não me disse.

Ela estava tão revoltada, mas também muito conformada, e porque tantas pessoas estavam naquela situacão, ela disse: “Bom, eles não o levarão ele para um hospital.” Eu disse: Porque? Tudo que temos que fazer é chamar um taxi, e levá-lo ao hospital mais próximo. E exigir que ele tenha tratamento, e conseguir uma operacão.” Ela disse: “Eles não fazem isto e não irão fazer. Se fizerem com um, terão que dar a mesma assistência a todos” E eu pensei: “Mas este garoto tem 15 anos!”

Por CHRISTOPHER HITCHENS

Madre Teresa de Calcutá e a Falsa Caridade da Igreja Católica

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