Logo a campainha da casa dela toca. É o superior do rapaz com um envelope em uma das mãos e um contrato na outra. São 50 mil dólares em troca de silêncio. Nunca, em hipótese alguma, ela poderá revelar o nome do pai de seu filho, um padre.

Casos como esse não são incomuns na Igreja, garante Carmelo Abbate, jornalista italiano que lançou em alguns países da Europa e no Canadá o polêmico livro Sex and the Vatican – Viaggio Segreto nel Regno dei Casti (Sexo e o Vaticano – viagem secreta pelo reino dos castos), ainda sem tradução no Brasil.Quando engravidam, recebem de alguém a orientação para que abortem ou encaminhem para adoção?

É comum que os padres, os colegas ou o superior tentem convencê-las a tirar a criança ou encaminhar para adoção. São acompanhadas por enviados da Igreja a clínicas de aborto, mas muitas desistem no último momento. Então, costumam receber ofertas em dinheiro para que os “filhos do pecado” cresçam em silêncio.

Em geral, não recebem nenhum tipo de intimidação direta. Mas o clero tem um poder de influência extremamente forte na sociedade, especialmente nesses casos em que as vítimas são mulheres que se envolvem em histórias proibidas e saem delas com a autoestima e a autoconfiança devastadas.

A americana Cait Finnegan, que é casada com um ex-padre, fundou no começo dos anos 1980 a ONG Good Tidings (goodtidingsministry.org) para apoiar mulheres nessa situação. Ela já falou com aproximadamente 2 mil e tem cópias dos contratos firmados com a Igreja. Uma das moças, Terri, disse a Cait que, depois do nascimento do filho, o padre alegou estar apaixonado por outra, que “o amava muito mais”. A justificativa: também grávida dele, a mulher não se recusara a dar a criança para a adoção. Outro caso é o de Judy. Ela era professora em Maine, nos Estados Unidos, e tinha 28 anos quando conheceu o reverendo Marcel, oito anos mais velho. Os dois viveram uma história de amor cheia de carinho, atenção e cumplicidade até que ela engravidou e tudo mudou. Marcel a colocou no carro e dirigiu rumo à clínica de aborto em Nova York. No último segundo, Judy decidiu que não faria aquilo. A viagem de volta aconteceu em silêncio absoluto e ela achou que fosse morrer. Dias depois, um colega do padre foi à casa dela levando uma mensagem: “Deixe o estado e dê a criança para adoção. Os custos serão todos pagos pela Igreja”. Outro prelado chegou com 3 mil dólares para pagar as despesas médicas do aborto. Ela recusou todas as ofertas e quando o filho, Christian, hoje com 37 anos, completou 11, recorreu à Justiça e conseguiu ressarcimento financeiro e um valor mensal para ajudar na criação do garoto até que completasse 18 anos.

Disponível em:<http://claudia.abril.com.br/materia/mulheres-que-se-apaixonam-por-padres-5026/?p=%2Fcomportamento%2Fsociedade>

Para líder católico, mulheres que abortam merecem ser estupradas

Como a Igreja Católica reage quando uma MULHER ENGRAVIDA DE UM PADRE?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s